Como Montar uma Adega de Vinhos

28 de abril - 2016

Como Montar uma Adega de Vinhos

Quando falamos em montar uma adega de vinho, logo vem à mente aquelas maravilhosas adegas subterrâneas que vimos em muitos filmes. Felizmente, para a maioria dos mortais, não é necessário algo tão grandioso assim. Qualquer um pode montar um lugar especial e apropriado para guardar seus vinhos. O ideal seria escolher um cômodo da casa para isso, mas caso não seja possível, vale a pena investir nas adegas climatizadas. Vamos aos detalhes:

Armazenar vinhos

Os vinhos são armazenados, obviamente, para que tenhamos sempre um estoque em casa. Mas, pelas características únicas e mutantes dessa bebida, devemos tomar cuidado na escolha desse local. O objetivo da guarda de um vinho - e aqui falamos de vinhos de gama mais elevada - é que ele evolua. E se o processo de armazenamento for feito corretamente, ele evoluirá para melhor. Parte importante desse estágio de guarda, são as rolhas. É através delas que o oxigênio, lentamente, irá colaborar na evolução do vinho. Portanto, a garrafa não pode estar num local muito seco, onde causará o ressecamento da rolha. Se isso acontecer, poderá comprometer a vedação da garrafa, e consequentemente, o vinho. É esse, aliás, o motivo pelo qual deixamos as garrafas de vinho na posição horizontal, ou ligeiramente inclinadas. Assim, as rolhas permanecem úmidas pelo líquido. Para uma boa evolução, o ambiente ideal para a guarda do vinho precisa estar configurado da seguinte maneira: 

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  1. Temperatura – entre 8 a 17 graus podemos dizer que são os limites de temperatura do ambiente para o vinho. Mesmo não sendo um consenso entre os especialistas, alguns acreditam que 12 e 13 graus sejam o ideal; a mesma temperatura encontrada na maioria das adegas subterrâneas da Europa. Mas o que realmente importa, é a constância. Vinhos odeiam variações de temperatura. Então, ao montar sua adega, se preocupe principalmente em diminuir a variabilidade da temperatura. Outra informação importante é que a temperatura nas adegas não deve ser a mesma do serviço do vinho.
  2. Umidade – um local úmido ajuda a manter as rolhas úmidas, evitando ressecamento. Claro, que umidade em excesso também pode prejudicar. Manter uma umidade constante entre 60% e 80% é adequado, porém no caso de adegas passivas de porão, controlar a umidade pode ser um desafio. Isso porque ela estará mais suscetível ao ambiente externo.
  3. Luz – a luminosidade geralmente gera calor que afeta o vinho. Além de alterar as cores da bebida, a luz direta contém raios UV que transformam o vinho, e dessa vez, para pior. Baixa luminosidade, e (repetindo) sem variações é ideal.
  4. Cheiros – vinhos em ambientes com cheiros fortes podem assimilar odores através das rolhas. Por isso, a geladeira é um péssimo local para o vinho. Se a adega estiver no porão, ou num cômodo da casa, deve-se manter esses locais ligeiramente arejados ou isentos de fortes odores.
  5. Segurança – montar uma adega significa investir tempo e dinheiro nos melhores rótulos. Mesmo que a finalidade não seja a de um investimento financeiro (já existem até fundos de investimento para isso), devemos lembrar que se trata de nosso bem-estar. Queremos que nossos vinhos estejam em perfeitas condições para a degustação. Isso implica manter uma certa segurança no local de armazenamento e nada de vibrações, afinal são garrafas de vidro que precisam permanecer intactas.

Tipos de adega

Uma adega como um cômodo da casa possui uma atratividade irresistível e se transforma num local de interação e descontração com os amigos. Nessa categoria de adega existem dois tipos: adega passiva e ativa.

 

adega-passiva-adega-ativa

 Adega Passiva e Adega Ativa

A primeira se refere às adegas sem controle humano, ou seja, porões naturalmente mais frios, com temperaturas constantes, alta umidade e sem muita luz. Ora, essas são as condições de cavernas e nossas habitações modernas foram projetadas justamente para fugir dessas situações. Não é uma regra, mas dificilmente podemos manter uma adega, hoje em dia, em situações naturais. Talvez em países mais frios, o que não é o caso do Brasil. Em contrapartida, a adega ativa significa o preparo de um cômodo da casa sob condições totalmente controladas. São locais monitorados por sensores eletrônicos, onde tudo se mantêm estável. Portanto, essa seria a adega ideal.

 

Adega como armário refrigerado

Contando com a ajuda de um profissional, é possível construir um armário refrigerado e transformá-lo numa excelente adega. Tomando-se todos os cuidados já citados acima, ele poderá se tornar um móvel discreto e dará um toque decorativo no ambiente. 

armário-refrigerado-para-vinho

Adega climatizada móvel

Enfim, chegamos nas adegas climatizadas móveis de vinho. Elas ganharam a preferência do mercado porque são práticas e relativamente baratas. Mas antes de comprar, vale a pena refletir sobre alguns detalhes. Se o saudável e gostoso hábito de tomar vinho faz parte de sua vida, será que adegas pequenas, para poucas garrafas como 6, 8, 16 valem a pena? Isso vai depender do seu consumo, claro, mas realmente é muito difícil permanecer com poucas garrafas, quando se é apaixonado por vinho. Adegas climatizadas para poucas garrafas talvez tenham mais sentido para escritórios, ou consumidores mais esporádicos. Quando começamos a degustar vinhos, buscamos rótulos diferentes, novos sabores e novas experiências. Nos últimos 15 anos o acesso online aos bons vinhos foi facilitado, portanto uma coleção pode aumentar rapidamente. A relação com o vinho difere de pessoa para pessoa, e depois de uma boa reflexão, talvez seja melhor investir em uma adega maior e mais duradoura. 

adega-climatizada-compressor-termeletrica

Existem adegas climatizadas móveis de dois tipos basicamente: 

  • Adegas com compressor - um sistema de refrigeração, similar ao de uma geladeira, controla a adega. Elas são mais potentes, porém algumas vezes mais barulhentas. Alguns modelos também podem apresentar trepidações, o que prejudicará os vinhos. Por isso, faça o teste antes de decidir.
  • Adegas termoelétricas (troca de calor) – esse tipo possui um sistema elétrico e uma placa de cerâmica que retira o calor de dentro da adega, refrigerando-a. Sua potência é menor que aquelas com compressor, por isso a capacidade de resfriamento fica diminuída. Se você mora em um local onde a temperatura média supera os 25º C, essa certamente não é uma boa opção.

Em ambos os casos, é essencial conferir como o fabricante garante a assistência técnica. Adegas climatizadas móveis não costumam gerar problemas constantes, mas se isso acontecer, é melhor resolver rápido para que não danifique os vinhos. Modelos mais sofisticados possuem sistema contra picos de energia, garantindo a vida útil do equipamento. Alguns modelos vêm com alarme, que avisa quando a porta fica entreaberta; muito útil para os mais distraídos... Possuir portas de vidros que protejam contra a luz (raios UV) também é fundamental. Algumas adegas possuem compartimentos para temperaturas diferentes. Isso ajuda no momento de servir o vinho, pois a garrafa a ser aberta, manterá a temperatura correta.

Identificação dos vinhos na adega

Se sua adega cresceu, pode ser que organizar e identificar os tempos de guarda de cada vinho, seja uma tarefa dispendiosa. Para ajudar, você pode usar tags de identificação; uma forma simples e rápida de visualizar sua coleção de vinhos. 

identificação-vinhos-adega

Conclusão

Como vimos, montar uma adega de vinhos num cômodo é o ideal, mas caso não seja possível, existem soluções mais práticas como adegas móveis (com compressor) ou portáteis, como as do tipo termoelétrica. O importante é seguir as regras básicas de armazenamento, manter bons vinhos no estoque e aproveitar. Equipe VinumDay • um vinho para cada dia 

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Vitivinicultura x Mudanças Climáticas

Vitivinicultura x Mudanças Climáticas

Você já pensou nas consequências que as mudanças climáticas estão trazendo para a vitivinicultura ao redor do mundo?Se você é um amante do vinho, prepare-se para um panorama que vai te surpreender!Até pouco tempo atrás, ninguém imaginava que estudar mudanças climáticas seria essencial para o universo do vinho. Mas, cá estamos! O clima está mudando e precisamos agir, seja prevenindo, seja mitigando os impactos. Secas, chuvas intensas, geadas tardias e até inundações têm sido cada vez mais frequentes, algo que não víamos há algumas décadas.De acordo com o último relatório do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas), a temperatura média da superfície da Terra pode subir até 4°C nos próximos 80 anos, se nada for feito para conter as mudanças climáticas. Para você ter uma ideia, entre 1900 e 2020, a temperatura aumentou "apenas" 1,1°C. Ou seja, estamos falando de um aumento quatro vezes maior em menos tempo. Assustador, né?E quanto ao vinho, o impacto já é evidente: maior concentração de açúcares nas uvas, regiões já quentes ficando ainda mais quentes, uvas sobremaduras, vinhos com maior teor alcoólico, pH elevado e mais suscetíveis a contaminações. Por outro lado, regiões mais frias, que antes não eram ideais para o cultivo de uvas, agora estão se destacando, como o Sul da Inglaterra, famoso por seus espumantes.Os próximos anos vão exigir bastante estudo e inovação: castas mais resistentes à seca, porta-enxertos alternativos, novas regiões de cultivo, reutilização de água tratada e práticas sustentáveis em todas as etapas, da vinha até a garrafa.A Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) está ligada nesse movimento e criou, em 2021, um grupo de trabalho sobre Desenvolvimento Sustentável e Mudanças Climáticas para estudar a fundo o tema. Aqui estão algumas das recomendações que vêm sendo desenvolvidas:  Estratégias de adaptação do setor vitivinícola às mudanças climáticas - Resiliência;Definição e recomendações da OIV para Agroecologia no setor vitivinícola;Viticultura de montanha e encostas íngremes;Conservação da natureza e da biodiversidade no setor vitivinícola;Importância da biodiversidade microbiana no contexto de viticultura sustentável;Sustentabilidade e ecodesign na adega;Revisão de metodologias para cálculo da pegada hídrica em vinhas;Recomendações metodológicas para contabilização do balanço de gases de efeito estufa no setor vitivinícola;Viticultura em zonas áridas;Práticas biodinâmicas: identificação e aplicação na viticultura. É um trabalho enorme, e exige que a gente coloque em prática o máximo de medidas possíveis para reduzir o impacto global!Deixo uma frase para reflexão, de um grande especialista no tema:“A evidência científica é inequívoca: as mudanças climáticas são uma ameaça ao bem estar do ser humano e à saúde do planeta. Qualquer atraso em uma ação climática conjunta provocará uma perda na breve e rápida janela aberta para garantir um futuro habitável.” Hans-Otto PörtnerFernanda SpinelliSommelier Internacional FISARWSET 3 em VinhosDelegada Científica Brasileira na OIVFoto: Javier Allegue Barros | Unsplash
Vinho da China?! Sim!

Vinho da China?! Sim!

A China não fica para trás quando se fala em produção. É claro que pensando em vinhos, já dominam também a arte.Atualmente, é um importante país produtor de vinhos tintos, principalmente das castas Cabernet Sauvignon, Merlot e Carmenère, deixando um pequeno espaço para a produção de vinhos brancos e rosados. Além das variedades internacionais, a China tem as suas próprias espécies autóctones, como a V. amurensis, resistente ao frio.Entretanto, a maior parte da viticultura da China é dedicada às uvas de mesa (frescas ou passas), que geram retornos mais atrativos aos produtores do que as uvas para vinhos finos.Apesar da expansão na década de 1980, a produção de vinhos na China também vive racionalização na era das medidas “anti-extravagância” do Presidente Xi Jingping. A influência política por lá é bastante forte, todos sabemos.Quanto ao clima, devido a ampla extensão país, entre as regiões vinícolas de Heilongjiang, no nordeste, e Yunnan, no sul, as regiões podem ter climas muito diferentes. Quase todas as regiões vitivinícolas da China apresentam clima continental marcado com invernos frios e áridos.  Um fato curioso é que a maior parte das vinhas devem ser enterradas para sobreviver às baixas temperaturas do inverno, assim como às condições muito áridas. As fortes chuvas de verão também afetam a maioria das regiões vinícolas chinesas, embora em algumas regiões a precipitação total seja pequena.Entre as regiões destacam-se: Heilongjiang, Jilin, Beijing, Hebei, Shandong, Shanxi, Shaanxi, Ningxia, Xinjiang, Gansu e Yunnan. Quando pensamos em vinificação, o modelo seguido normalmente é o estilo bordalês francês, tendo tido uma boa evolução de qualidade na última década.Certamente muitos que lerão este texto nunca provaram um vinho chinês. Quem sabe eventualmente surja esta oportunidade?!Créditos imagem: Unsplash - Jennifer Chen
Vamos falar sobre variedades francesas?

Vamos falar sobre variedades francesas?

Famosas, versáteis e amplamente conhecidas, as variedades francesas fazem sucesso nos mais variados países.Na França estão fortemente associadas às suas regiões vinícolas individuais, sendo as dez principais: Tintas:Merlot: de brotação precoce e maturação média, atinge níveis mais elevados de açúcar e, portanto, mais elevados de maior potencial alcoólico. Sua baga tem maior volume que a Cabernet Sauvignon. Apresenta, em geral, uma intensidade média a pronunciada de carga frutada (morango e ameixa vermelha com sabores herbáceos em clima frio; amora cozida, ameixa-preta em clima quente), taninos médios e álcool médio a alto.Grenache Noir: de maturação tardia, precisa de clima quente para sua maturação plena. As uvas podem acumular rapidamente níveis elevados de açúcar, o que pode ser um problema em vinhos secos. Seus vinhos apresentam, em geral, coloração rubi pálida, aromas de frutas vermelhas maduras, como morango, ameixa, cereja, notas de especiarias e ervas, alto teor alcoólico, taninos baixos a médios e baixa acidez.Syrah: de brotação tardia e maturação média, seus vinhos normalmente apresentam cor rubi profunda, aromas e sabores de intensidade média a pronunciada, com destaque para violeta, ameixa (vermelha em anos e locais mais frios, preta em anos e locais mais quentes), amora, pimenta-preta e notas herbáceas. A acidez e os taninos variam de médio a alto. Cabernet Sauvignon: de brotação e maturação tardias, tem película grossa, com alto teor de taninos, e menor tamanho que a sua parceira de blends bordaleses, a Merlot. Apresenta aroma normalmente pronunciado de violetas, frutas pretas como groselha preta, cereja preta e mentol ou herbáceo, tem álcool médio, acidez e taninos altos.Cabernet Franc: de brotamento precoce e maturação média, deve ser colhida madura o suficiente para não ter aromas excessivamente herbáceos. Normalmente seus vinhos apresentam intensidade média a pronunciada de frutas vermelhas, como groselha, framboesa, floral de violetas, corpo leve a médio, taninos médios e acidez elevada.Carignan: de brotação e maturação tardias. Os vinhos normalmente têm cor rubi médio, com frutas como amora, acidez e taninos altos. Alguns exemplares premium apresentam também frutas negras intensas, com especiarias e notas terrosas.Pinot Noir: de brotação e maturação precoce, é uma varietal delicada, que amadurece bem em regiões frias. Seus vinhos normalmente entregam notas de morango, framboesa e cereja vermelha, se houver passagem por barricas, sabores leves derivados de carvalho (fumaça, cravo), taninos baixo a médio, álcool médio e acidez elevada. Podem desenvolver notas de terra, caça e cogumelos com o envelhecimento. Brancas:Ugni Blanc: a branca mais produzida na França, varietal utilizada na elaboração de brandy's, Cognac e Armagnac no sudoeste do país.Chardonnay: variedade versátil, de brotação e maturação precoce. Em climas frios, como na Borgonha, os vinhos têm notas maçã, pêra, limão e lima, corpo leve a médio e acidez elevada (ex. Chablis). Em climas moderados, os vinhos apresentam citrinos maduros, melão e frutas de caroço, corpo médio a médios (+), com acidez média (+) a alta (Côte d’Or).Sauvignon Blanc: de brotação tardia e maturação relativamente precoce, os vinhos elaborados a partir da Sauvignon Blanc apresentam tipicamente aromas de intensidade pronunciada de gramínea, pimentão e aspargos com sabores de groselha e toranja (áreas mais frias) até maracujá maduro (áreas mais quentes). Normalmente tem corpo e álcool médio e acidez alta. É claro que várias outras castas autóctones são encontradas no país, mais adiante desbravaremos esse mar de variedades.Saúde!Créditos Imagem: Unsplash (Al Emes).

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