Vitivinicultura x Mudanças Climáticas

29 de agosto - 2024

Vitivinicultura x Mudanças Climáticas

Você já pensou nas consequências que as mudanças climáticas estão trazendo para a vitivinicultura ao redor do mundo?

Se você é um amante do vinho, prepare-se para um panorama que vai te surpreender!

Até pouco tempo atrás, ninguém imaginava que estudar mudanças climáticas seria essencial para o universo do vinho. Mas, cá estamos! O clima está mudando e precisamos agir, seja prevenindo, seja mitigando os impactos. Secas, chuvas intensas, geadas tardias e até inundações têm sido cada vez mais frequentes, algo que não víamos há algumas décadas.

De acordo com o último relatório do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas), a temperatura média da superfície da Terra pode subir até 4°C nos próximos 80 anos, se nada for feito para conter as mudanças climáticas. Para você ter uma ideia, entre 1900 e 2020, a temperatura aumentou "apenas" 1,1°C. Ou seja, estamos falando de um aumento quatro vezes maior em menos tempo. Assustador, né?

E quanto ao vinho, o impacto já é evidente: maior concentração de açúcares nas uvas, regiões já quentes ficando ainda mais quentes, uvas sobremaduras, vinhos com maior teor alcoólico, pH elevado e mais suscetíveis a contaminações. Por outro lado, regiões mais frias, que antes não eram ideais para o cultivo de uvas, agora estão se destacando, como o Sul da Inglaterra, famoso por seus espumantes.

Os próximos anos vão exigir bastante estudo e inovação: castas mais resistentes à seca, porta-enxertos alternativos, novas regiões de cultivo, reutilização de água tratada e práticas sustentáveis em todas as etapas, da vinha até a garrafa.

A Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) está ligada nesse movimento e criou, em 2021, um grupo de trabalho sobre Desenvolvimento Sustentável e Mudanças Climáticas para estudar a fundo o tema. Aqui estão algumas das recomendações que vêm sendo desenvolvidas:  

  • Estratégias de adaptação do setor vitivinícola às mudanças climáticas - Resiliência;
  • Definição e recomendações da OIV para Agroecologia no setor vitivinícola;
  • Viticultura de montanha e encostas íngremes;
  • Conservação da natureza e da biodiversidade no setor vitivinícola;
  • Importância da biodiversidade microbiana no contexto de viticultura sustentável;
  • Sustentabilidade e ecodesign na adega;
  • Revisão de metodologias para cálculo da pegada hídrica em vinhas;
  • Recomendações metodológicas para contabilização do balanço de gases de efeito estufa no setor vitivinícola;
  • Viticultura em zonas áridas;
  • Práticas biodinâmicas: identificação e aplicação na viticultura.

 

É um trabalho enorme, e exige que a gente coloque em prática o máximo de medidas possíveis para reduzir o impacto global!

Deixo uma frase para reflexão, de um grande especialista no tema:

“A evidência científica é inequívoca: as mudanças climáticas são uma ameaça ao bem estar do ser humano e à saúde do planeta. Qualquer atraso em uma ação climática conjunta provocará uma perda na breve e rápida janela aberta para garantir um futuro habitável.” Hans-Otto Pörtner

Fernanda Spinelli
Sommelier Internacional FISAR
WSET 3 em Vinhos
Delegada Científica Brasileira na OIV

Foto: Javier Allegue Barros | Unsplash

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Você já pensou nas consequências que as mudanças climáticas estão trazendo para a vitivinicultura ao redor do mundo?Se você é um amante do vinho, prepare-se para um panorama que vai te surpreender!Até pouco tempo atrás, ninguém imaginava que estudar mudanças climáticas seria essencial para o universo do vinho. Mas, cá estamos! O clima está mudando e precisamos agir, seja prevenindo, seja mitigando os impactos. Secas, chuvas intensas, geadas tardias e até inundações têm sido cada vez mais frequentes, algo que não víamos há algumas décadas.De acordo com o último relatório do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas), a temperatura média da superfície da Terra pode subir até 4°C nos próximos 80 anos, se nada for feito para conter as mudanças climáticas. Para você ter uma ideia, entre 1900 e 2020, a temperatura aumentou "apenas" 1,1°C. Ou seja, estamos falando de um aumento quatro vezes maior em menos tempo. Assustador, né?E quanto ao vinho, o impacto já é evidente: maior concentração de açúcares nas uvas, regiões já quentes ficando ainda mais quentes, uvas sobremaduras, vinhos com maior teor alcoólico, pH elevado e mais suscetíveis a contaminações. Por outro lado, regiões mais frias, que antes não eram ideais para o cultivo de uvas, agora estão se destacando, como o Sul da Inglaterra, famoso por seus espumantes.Os próximos anos vão exigir bastante estudo e inovação: castas mais resistentes à seca, porta-enxertos alternativos, novas regiões de cultivo, reutilização de água tratada e práticas sustentáveis em todas as etapas, da vinha até a garrafa.A Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) está ligada nesse movimento e criou, em 2021, um grupo de trabalho sobre Desenvolvimento Sustentável e Mudanças Climáticas para estudar a fundo o tema. Aqui estão algumas das recomendações que vêm sendo desenvolvidas:  Estratégias de adaptação do setor vitivinícola às mudanças climáticas - Resiliência;Definição e recomendações da OIV para Agroecologia no setor vitivinícola;Viticultura de montanha e encostas íngremes;Conservação da natureza e da biodiversidade no setor vitivinícola;Importância da biodiversidade microbiana no contexto de viticultura sustentável;Sustentabilidade e ecodesign na adega;Revisão de metodologias para cálculo da pegada hídrica em vinhas;Recomendações metodológicas para contabilização do balanço de gases de efeito estufa no setor vitivinícola;Viticultura em zonas áridas;Práticas biodinâmicas: identificação e aplicação na viticultura. É um trabalho enorme, e exige que a gente coloque em prática o máximo de medidas possíveis para reduzir o impacto global!Deixo uma frase para reflexão, de um grande especialista no tema:“A evidência científica é inequívoca: as mudanças climáticas são uma ameaça ao bem estar do ser humano e à saúde do planeta. Qualquer atraso em uma ação climática conjunta provocará uma perda na breve e rápida janela aberta para garantir um futuro habitável.” Hans-Otto PörtnerFernanda SpinelliSommelier Internacional FISARWSET 3 em VinhosDelegada Científica Brasileira na OIVFoto: Javier Allegue Barros | Unsplash
Vinho da China?! Sim!

Vinho da China?! Sim!

A China não fica para trás quando se fala em produção. É claro que pensando em vinhos, já dominam também a arte.Atualmente, é um importante país produtor de vinhos tintos, principalmente das castas Cabernet Sauvignon, Merlot e Carmenère, deixando um pequeno espaço para a produção de vinhos brancos e rosados. Além das variedades internacionais, a China tem as suas próprias espécies autóctones, como a V. amurensis, resistente ao frio.Entretanto, a maior parte da viticultura da China é dedicada às uvas de mesa (frescas ou passas), que geram retornos mais atrativos aos produtores do que as uvas para vinhos finos.Apesar da expansão na década de 1980, a produção de vinhos na China também vive racionalização na era das medidas “anti-extravagância” do Presidente Xi Jingping. A influência política por lá é bastante forte, todos sabemos.Quanto ao clima, devido a ampla extensão país, entre as regiões vinícolas de Heilongjiang, no nordeste, e Yunnan, no sul, as regiões podem ter climas muito diferentes. Quase todas as regiões vitivinícolas da China apresentam clima continental marcado com invernos frios e áridos.  Um fato curioso é que a maior parte das vinhas devem ser enterradas para sobreviver às baixas temperaturas do inverno, assim como às condições muito áridas. As fortes chuvas de verão também afetam a maioria das regiões vinícolas chinesas, embora em algumas regiões a precipitação total seja pequena.Entre as regiões destacam-se: Heilongjiang, Jilin, Beijing, Hebei, Shandong, Shanxi, Shaanxi, Ningxia, Xinjiang, Gansu e Yunnan. Quando pensamos em vinificação, o modelo seguido normalmente é o estilo bordalês francês, tendo tido uma boa evolução de qualidade na última década.Certamente muitos que lerão este texto nunca provaram um vinho chinês. Quem sabe eventualmente surja esta oportunidade?!Créditos imagem: Unsplash - Jennifer Chen
Vamos falar sobre variedades francesas?

Vamos falar sobre variedades francesas?

Famosas, versáteis e amplamente conhecidas, as variedades francesas fazem sucesso nos mais variados países.Na França estão fortemente associadas às suas regiões vinícolas individuais, sendo as dez principais: Tintas:Merlot: de brotação precoce e maturação média, atinge níveis mais elevados de açúcar e, portanto, mais elevados de maior potencial alcoólico. Sua baga tem maior volume que a Cabernet Sauvignon. Apresenta, em geral, uma intensidade média a pronunciada de carga frutada (morango e ameixa vermelha com sabores herbáceos em clima frio; amora cozida, ameixa-preta em clima quente), taninos médios e álcool médio a alto.Grenache Noir: de maturação tardia, precisa de clima quente para sua maturação plena. As uvas podem acumular rapidamente níveis elevados de açúcar, o que pode ser um problema em vinhos secos. Seus vinhos apresentam, em geral, coloração rubi pálida, aromas de frutas vermelhas maduras, como morango, ameixa, cereja, notas de especiarias e ervas, alto teor alcoólico, taninos baixos a médios e baixa acidez.Syrah: de brotação tardia e maturação média, seus vinhos normalmente apresentam cor rubi profunda, aromas e sabores de intensidade média a pronunciada, com destaque para violeta, ameixa (vermelha em anos e locais mais frios, preta em anos e locais mais quentes), amora, pimenta-preta e notas herbáceas. A acidez e os taninos variam de médio a alto. Cabernet Sauvignon: de brotação e maturação tardias, tem película grossa, com alto teor de taninos, e menor tamanho que a sua parceira de blends bordaleses, a Merlot. Apresenta aroma normalmente pronunciado de violetas, frutas pretas como groselha preta, cereja preta e mentol ou herbáceo, tem álcool médio, acidez e taninos altos.Cabernet Franc: de brotamento precoce e maturação média, deve ser colhida madura o suficiente para não ter aromas excessivamente herbáceos. Normalmente seus vinhos apresentam intensidade média a pronunciada de frutas vermelhas, como groselha, framboesa, floral de violetas, corpo leve a médio, taninos médios e acidez elevada.Carignan: de brotação e maturação tardias. Os vinhos normalmente têm cor rubi médio, com frutas como amora, acidez e taninos altos. Alguns exemplares premium apresentam também frutas negras intensas, com especiarias e notas terrosas.Pinot Noir: de brotação e maturação precoce, é uma varietal delicada, que amadurece bem em regiões frias. Seus vinhos normalmente entregam notas de morango, framboesa e cereja vermelha, se houver passagem por barricas, sabores leves derivados de carvalho (fumaça, cravo), taninos baixo a médio, álcool médio e acidez elevada. Podem desenvolver notas de terra, caça e cogumelos com o envelhecimento. Brancas:Ugni Blanc: a branca mais produzida na França, varietal utilizada na elaboração de brandy's, Cognac e Armagnac no sudoeste do país.Chardonnay: variedade versátil, de brotação e maturação precoce. Em climas frios, como na Borgonha, os vinhos têm notas maçã, pêra, limão e lima, corpo leve a médio e acidez elevada (ex. Chablis). Em climas moderados, os vinhos apresentam citrinos maduros, melão e frutas de caroço, corpo médio a médios (+), com acidez média (+) a alta (Côte d’Or).Sauvignon Blanc: de brotação tardia e maturação relativamente precoce, os vinhos elaborados a partir da Sauvignon Blanc apresentam tipicamente aromas de intensidade pronunciada de gramínea, pimentão e aspargos com sabores de groselha e toranja (áreas mais frias) até maracujá maduro (áreas mais quentes). Normalmente tem corpo e álcool médio e acidez alta. É claro que várias outras castas autóctones são encontradas no país, mais adiante desbravaremos esse mar de variedades.Saúde!Créditos Imagem: Unsplash (Al Emes).

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Cabernet Franc 2023

<p>Poucos sabem, mas no século passado, a principal variedade cultivada na Serra Gaúcha – e verdadeira protagonista da região – era a <strong>Cabernet Franc</strong>.<br><br>Por décadas ela demonstrou uma afinidade incrível com o<i> terroir </i>de altitude e os solos basálticos, gerando vinhos de grande longevidade. A partir da década de 1980, quando os tintos bordaleses da margem esquerda viraram febre de consumo, a maior parte dos viticultores decidiu substituí-la pela mais célebre Cabernet Sauvignon.<br><br>Esta mudança <strong>não foi fruto de uma busca por qualidade</strong>, mas sim uma decisão mercadológica. Os consumidores queriam beber Cabernet Sauvignon, e estavam dispostos a pagar mais por isso.<br><br>Felizmente, febres passam, e o mercado evolui.<br><br>Atualmente a Cabernet Franc volta a ser plantada na região — esta sim, uma decisão voltada para qualidade!<br><br>Hoje trazemos um belíssimo extrato desta cepa, <strong>elaborado pelas talensosas mãos de Luís Henrique Zanini</strong>, em seu projeto autoral <strong>Era dos Ventos</strong>.<br><br>Considerado <strong>um dos melhores vinhos brasileiros de mínima intervenção</strong>, retorna na safra 2023 superando até mesmo o nível que o colocou em destaque.<br><br>Mas como ele atingiu esse patamar?<br><br>A resposta está diretamente ligada ao conceito de <i>terroir</i>, a união entre características do local – como solo, clima e orientação do vinhedo – e uma leitura enológica precisa. Um trabalho marcado por conduzir a metamorfose da uva ao vinho com o máximo de respeito à terra que lhe deu origem.<br><br>A produção da safra foi extremamente limitada: <strong>apenas 600 garrafas</strong>.<br><br>Nesta edição, o vinho traz como diferencial a maturação em carvalho, com 8 meses de estágio. A fermentação ocorre de forma espontânea, em recipientes abertos, com leveduras nativas, com duas semanas de maceração. O engarrafamento é feito sem filtração, preservando sua integridade e autenticidade.<br><br><strong>Na taça é uma absoluta delícia!</strong><br><br>Extremamente suculento e fluído, é daqueles vinhos que, já no primeiro gole, sabemos que será impossível parar na primeira taça — ou talvez na primeira garrafa!<br><br>Perfumado, generoso em boca – e ao mesmo tempo muito fresco – é um vinho repleto de frutas vermelhas, notas terrosas e um intenso balsâmico. Taninos finíssimos e sedosos sustentam as múltiplas camadas de sabor, culminando em um final picante e muito longo.<br><br>Para esta oferta, conseguimos uma alocação de <strong>48 garrafas</strong>, que devem esgotar rapidamente.  <br><br>Torcemos para que você consiga garantir a(s) sua(s)!<br> </p>

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Vi de Vila Priorat 2021

<p>Nessa longa estrada como <i>Sommelier</i>, meu gosto por <strong>tintos potentes</strong> aflorou e desvaneceu um bocado de vezes. Já fui fã de carteirinha de muitas regiões que, hoje em dia, praticamente inexistem em minha adega. Tenho certeza que – em certa medida – <strong>isso também já aconteceu com você</strong>. É natural, nosso gosto está em constante transformação.<br><br>Nessa montanha-russa de se apaixonar e se desencantar com certos estilos, parece que alguns têm maior sucesso em conquistar lugar cativo em nosso paladar. No espectro dos vinhos poderosos, <strong>os do Priorat estão entre os que sempre encontro grande prazer em degustar</strong>. São vinhos potentes, sim, mas sempre dotados de <strong>grande frescor e mineralidade.</strong><br><br>Além de Rioja, o Priorat é a única outra região espanhola com status DOQ/DOCa (<i>Denominación de Origen Calificada</i>, <strong>a mais elevada categoria do país</strong>). Embora o cultivo de vinhas nestas terras seja uma prática antiga – introduzida pelos monges da Cartoixa d'Escaladei no longínquo ano de 1194 – seu surgimento como área vinícola de prestígio é recente.<br><br>Aqui temos um exemplar da classificação "<strong>Vi de Vila</strong>" – algo equivalente à categoria <i>village</i> na Borgonha – o que indica não apenas uma procedência única das uvas, mas também regras mais específicas de produção: vinhas mais velhas, rendimentos mais limitados, além da necessidade do produtor ser dono do vinhedo (ou então ser o responsável pela sua gestão por um mínimo de 7 anos).<br><br><strong>O Priorat é único</strong> por muitas razões. A primeira são os solos de <i>llicorella</i>, uma rocha metamórfica escura, quebradiça, e muito pobre em nutrientes, que força as videiras a desenvolverem suas raízes em busca de alimento. Isso implica rendimentos muitos baixos por planta – <strong>cerca de 5 vezes menores</strong> que em outras áreas da Espanha – mas de uvas muito mais concentradas.<br><br>A segunda razão é localização dos vinhedos, sempre em encostas muito íngremes, ao ponto da viticultura na região ser chamada de "heroica". Por fim, o clima, com invernos frios e verões muito quentes – e com amplitude térmica extra devida à altitude – garantindo uma longa temporada de maturação.<br><br>É o local ideal para castas como a <strong>Garnacha</strong> e a <strong>Samsó</strong> (nome local para a Cariñena) brilharem. O vinho fermenta em tanques de aço inox e realiza a malolática em carvalho, onde<strong> posteriormente estagia por 14 meses</strong>, sendo 70% em barricas francesas de 225 litros (20% novas) e 30% em foudres de 30 hl<br><br>Antes de falar sobre o que ele mostra na taça,<strong> lembre de investir numa aeração em decanter</strong> — ao menos 45 minutos (mas se puder, amplie esse tempo para até duas horas).<br><br>No aroma encanta com ameixas e amoras silvestres, escoltadas por notas defumadas, florais, e de ervas culinárias, como tomilho-limão e sálvia. Toques terciários de bacon e couro também já começam a mostrar sua cara.<br><br>Na boca revela taninos granulados e uma excelente acidez, que junto da generosa concentração de fruta garantem que irá evoluir positivamente por longos anos. É um vinho ao mesmo tempo potente e suculento, com um final delicioso, que mescla a paleta aromática com profundas nuances especiadas.<br><br>Na humilde opinião deste enófilo, ele vale cada centavo do ótimo preço que chega até você hoje. Pelo <strong>número gigantesco de premiações</strong>, a crítica especializada parece concordar ;-)<br><br><strong>48 garrafas</strong> disponíveis.<br><br>por <strong>Mauricio Ceccon</strong><br>@‌vinhonaclasse<br><i>DipWSET, ASI Dip, ISG Dip</i><br><i>French, Italian e Spanish Wine Scholar (WSG)</i><br><i>Master in Bourgogne (WSG)</i><br><i>Juiz Internacional de Vinhos (FISAR/IWTO)</i><br><i>Educador Certificado da DOCa Rioja e da DO Jerez</i></p>

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