O terroir dos vinhos é uma palavra de uso frequente e às vezes confundida. A simplificação do termo para fins didáticos, trata-o apenas como uma questão geográfica e climática. Mas um ponto essencial para entendermos o que é terroir é a interação humana com os recursos naturais. Vejamos:
Conceito de terroir
A palavra terroir deriva da palavra em latim terratorium que significa território, porém seu sentido tem uma abrangência mais abstrata e menos óbvia. O conceito é a soma da interação das pessoas de determinado local e suas tradições com o território propriamente dito. Sendo importante destacar que esse território precisa ter homogeneidade em relação aos fatores climáticos e geológicos. No caso do vinho, para se denominar um terroir, é necessário que as videiras estejam numa mesma região, e que seu cultivo, somado às técnicas de vinificação, tenham uma identidade – o que os franceses chamam de savoir-faire, ou saber-fazer local. Portanto o terroir do vinho defende dois pontos principais: a presença das qualidades físicas e únicas da região, e outra de caráter cultural, que é a forma tradicional de sua produção. Os tintos da Borgonha não são únicos somente pelo cultivo da uva Pinot Noir, mas sim porque a Pinot Noir crescida lá, combinadas com a forma que eles a tratam durante a vinificação, gera um vinho único daquela região. O mesmo acontece com um Chianti, por exemplo. Não basta plantar videiras de Sangiovese na Toscana para produzir um vinho deste terroir. É necessário que todos os processos tradicionais da região sejam respeitados, para que o vinho expresse efetivamente a identidade local. Isso implica, em muitos casos, a criação de denominações de origem, que trazem regras específicas para a produção de vinhos que "ostentem" no rótulo o seu terroir. Muitas regiões mundiais também estão seguindo nessa direção, como a Hungria, com seu tradicional vinho Tokaji (ou Tokay). Para preservar essas identidades são criadas regras regionais que acabam gerando bastante polêmica, devido ao uso comercial dos nomes fora das regiões demarcadas. Essa filosofia é defendida – muitas vezes de forma feroz - na Europa e por países com tradição na vinícola, mas ecoa em outros cantos do mundo. Em 2010 a OIV – Organização Internacional do Vinho - descreveu formalmente sua definição de terroir da seguinte forma: “Terroir é um conceito que se refere a uma área territorial na qual o conhecimento humano e coletivo das interações entre o ambiente físico e biológico, somados às práticas enológicas aplicadas, proporcionam características específicas para os produtos originários desta área."
Fatores que influenciam o terroir
Solo – a quantidade de armazenamento da água da chuva pelo solo é um dos fatores mais importantes a ser considerado, porque interfere de forma decisiva na reação da videira. Também serão consideradas a composição natural, a proporção de argila, areia ou lodo, a fertilidade, a drenagem e a capacidade de reter calor. Clima – o clima afeta bastante uma videira, porque o calor e o frio alteram os açúcares e acidez da uva.
Microclima – são pequenas regiões isoladas (1 ou 2 km) com características climáticas próprias dentro de uma área maior. Essa diferença geralmente é causada por barreiras como florestas, montanhas, rios, etc.
Macroclima – é um valor médio das condições climáticas de grandes áreas.
Terreno – é definido pelas paisagens geográficas como planaltos, rios, encostas, altitude, inclinação do terreno, etc. Essa variação do terreno produz situações diversas alterando a flora e os níveis de umidade. Tradição – a cultura e costumes locais são reveladas nas técnicas e decisões dos produtores, que se mantêm fiéis às gerações passadas. Esse fator humano influencia desde o cuidado com as videiras, até as etapas finais da vinificação e da maturação do vinho. Tudo isso combinado vai formar o terroir. De modo que mesmo trabalhando com castas de uvas iguais e técnicas idênticas, não será possível obter o mesmo vinho em outra região, senão a sua de origem. Isso tem todo o sentido quando olhamos para as muitas variáveis envolvidas na fabricação de um vinho. Alguns especialistas defendem, por exemplo, que as leveduras selvagens, ou seja, nativas e não cultivadas em laboratório, usadas na fermentação alcoólica, fazem parte do verdadeiro terroir. Outros discordam. O debate continua também quando o assunto é o barril de carvalho. O quanto ele contribui na identidade do vinho, ou o quanto ele o afasta de sua origem ao modificar os aromas.
Ação Humana
As decisões do enólogo na produção de vinhos são fundamentais porque elas podem, através dos processos escolhidos, tanto “apagar” o terroir em busca de algo novo ou direcionar a produção com o objetivo de expressá-lo ainda mais. Essas decisões começam com a escolha da casta, o momento do cultivo, o estresse hídrico necessário e posteriormente a colheita durante a maturação da uva. Adiante outros fatores entram em cena como a prensagem, o tempo de maceração, assim como os estabilizadores e clarificadores usados. A moderna ideia de viticultura de precisão, onde a gestão do vinhedo é tratada em pequenos lotes considerando a variabilidade local, procura exatamente expressar o máximo do terroir baseado em seus microclimas. Para isso os frutos são separados por graus de açúcares e acidez e processados separadamente, buscando a homogeneidade.
Conclusão
Há quem critique as definições de terroir defendidas pelos tradicionais europeus, acusando-os do uso apenas marqueteiro do termo. Mas num mundo globalizado, as diferenças são inevitáveis. O fato é que a maioria dos amantes do vinho gostam mais das diferenças possíveis entre os bons vinhos, e seu terroir, do que aquilo que eles possam ter em comum. Para um vinho, ter uma identidade única e que seja desejada pelos consumidores, é o reconhecimento de um trabalho bem feito. Equipe VinumDay • um vinho para cada dia
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<p>Em Portugal, <strong>o Douro reina absoluto</strong> quando o assunto é <strong>vinho tinto de alta qualidade e longevidade.</strong><br><br>O clima continental – que alterna entre invernos rigorosos e verões escaldantes – associado à altitude e aos solos xistosos, pobres em nutrientes, gera condições muito favoráveis à produção de <strong>uvas com elevada concentração de sabores e açúcares.</strong><br><br>Alguns dos melhores vinhos forjados neste <i>terroir </i>extremo são da categoria <strong>Grande Reserva</strong>. Vinhos raros de se encontrar no Brasil abaixo da faixa de R$ 250 - R$ 300.<br><br>Esse é um dos fatores que já <strong>torna nossa oferta semanal tão convidativa</strong>: um Grande Reserva, fruto de um projeto boutique, que chega até você <strong>por meros R$ 169,90!</strong><br><br>Elaborado pela Santos & Seixos, o <strong>Perspectiva Grande Reserva 2019 </strong>nasce de uma proposta centrada em uma leitura aprofundada do Douro, sobretudo de fatores naturais atrelados a exposição, altitude e idade dos vinhedos.<br><br>Ele vem do <strong>Baixo Corgo</strong>, a porção mais fresca da denominação, que em anos recentes vem ganhando notoriedade pela capacidade de gerar uvas concentradas, mas que ainda <strong>retêm excelente frescor</strong>.<br><br>Aqui temos um corte entre Touriga Franca, Tinta Amarela, Tinta Roriz e Sousão.<br><br>Cada parcela foi vinificada separadamente, usando os tradicionais lagares de granito e xisto, assim como <strong>a técnica ancestral de</strong><i> <strong>pisa a pé</strong></i>. Após o <i>assemblage</i>, o vinho estagiou por <strong>14 meses em barricas de carvalho francês</strong> de segundo e terceiro uso.<br><br>Na taça já mostra uma bela evolução, combinando aromas de frutas de baga vermelha com deliciosas nuances defumadas, junto a especiarias doces como cravo, baunilha e alcaçuz. Com aeração ainda revela toques de cacau, violetas e couro. <strong>É </strong>c<strong>omplexidade pra mais de metro!</strong><br><br>Na boca entrega fruta madura, suportada por taninos aveludados e uma acidez fresca e salivante. Final de boa amplitude, sem nenhuma aresta.<br><br><strong>De fato está num ponto excelente para ser degustado! </strong><br><br>Ainda retém parte da exuberância da juventude, mas também já entrega aqueles aromas e sabores que só o tempo consegue agregar. Some a isso a belíssima integração de boca, tanto entre fruta e madeira, quanto entre peso e frescor.<br><br><strong>Vale (em dobro) cada centavo!</strong><br> </p>
<p>Amigos, o multipremiado <strong>Pujanza safra 2020</strong> fez tanto sucesso em nossa vitrine em 2025 que os pedidos por uma nova oferta não pararam de chegar.<br><br>Para atender quem nos acompanha diariamente, ele retorna hoje com o <strong>mesmo desconto do ano passado</strong>, sem qualquer reajuste, nesta que será, definitivamente, a última oportunidade de garantir esta safra conosco.<br><br><strong>Arrematamos as últimas 72 unidades </strong>disponíveis no estoque do fornecedor.<br><br>Não perca a chance de ter esse fantástico Rioja na sua adega. <strong>Clique no botão abaixo ou confira todos os detalhes na apresentação a seguir.</strong></p><p>--------------------------------------------------------------------------------------------------</p><p><strong>O nome Rioja evoca tradição.</strong><br><br>É aqui, mais do que em qualquer outro lugar no mundo, onde termos como Crianza, Reserva e Gran Reserva são levados profundamente a sério.<br><br><strong>Rioja forjou sua reputação ao envelhecer seus vinhos em carvalho</strong>, destinando, quase sempre, as melhores uvas para os períodos mais longos de amadurecimento. A <strong>vinificação</strong> era o que definia a qualidade.<br><br>A <strong>Bodegas Pujanza</strong> nasce em 1998 desafiando essa norma. Entende que a madeira é, sim, importante, mas antes dela vem a fruta. <strong>A qualidade do vinho é, portanto, um reflexo do vinhedo</strong>. É nele que o produtor deve focar sua energia.<br><br>Esse trabalho, <i>plot</i> a <i>plot</i>, vem rendendo ótimos frutos. O pequeno portifólio de vinhos recebe anualmente uma aclamação estrondosa da crítica. Em pouco mais de 20 anos, <strong>o nome Pujanza virou sinônimo de excelência.</strong><br><br>No rótulo de hoje – que antigamente se chamava Hado, mas agora leva o próprio nome da vinícola – temos um <strong>Tempranillo 100%</strong>, originado em 23 parcelas em Laguardia (Rioja Alavesa), todas inseridas em solos argilosos-calcários, de vinhedos com altitude variando entre 450 e 600 metros acima do nível do mar.<br><br>Mesmo com 12 meses de maturação em barricas francesas, a fruta ainda é a protagonista aqui, embora tanto a madeira, quanto os cinco anos de guarda, já agreguem uma deliciosa complexidade.<br><br>O aroma exibe ótima amplitude, com notas de groselha e cereja preta, mirtilos, alcaçuz, anis, além de toques defumados e de eucalipto.<br><br>Na boca mostra taninos presentes, mas bastante polidos, ótima acidez, e um perfil de sabor que mescla amoras maduras com um amplo leque de especiarias.<br><br>Um vinho para quem não abre mão de um tinto estruturado, mas ainda assim quer fruta e frescor. <br> <br>São apenas <strong>72 garrafas</strong>, que devem esgotar em um piscar de olhos. Garanta logo a sua!</p>