Julien Sunier
Fleurie 2023
<p><strong>Amigos, nesta semana, a VinumDay se rendeu aos encantos de Beaujolais.</strong><br><br>Mas importante frisar: essa história de amor não aconteceu da noite para o dia.<br><br>Até pouco tempo atrás, encontrar bons vinhos da região no Brasil era uma tarefa difícil. No estilo <i>Nouveau</i>, não era raro encontrar garrafas com três ou quatro anos de safra nas prateleiras, um contrassenso para vinhos cuja proposta é justamente preservar a jovialidade e serem apreciados pouco tempo após a elaboração.<br><br>Entre os exemplares mais sérios, com potencial de guarda, o cenário também não era dos mais animadores. Os Crus do norte de Beaujolais, capazes de revelar uma faceta muito mais profunda da <strong>Gamay</strong>, ainda tinham presença tímida no mercado brasileiro. E, entre os poucos rótulos disponíveis, nem sempre era possível encontrar produtores à altura do potencial da região.<br><br>Felizmente, esse panorama mudou. Hoje, os bons Beaujolais estão mais acessíveis aos apreciadores brasileiros, e basta provar alguns exemplares de alta estirpe para entender por que essa região merece muito mais atenção. É o tipo de descoberta que transforma curiosidade em paixão e faz nascer o desejo de explorar cada vez mais.<br><br>É nesse contexto que entra nosso garimpo: o <strong>Julien Sunier Fleurie 2023</strong>. Seu produtor é um nome cultuado entre os apreciadores de Beaujolais, tanto pelo trabalho com a Gamay quanto pela adesão aos princípios da <strong>viticultura orgânica e da elaboração de vinhos naturais.</strong><br><br>Sem tradição familiar ligada ao vinho, Julien Sunier iniciou sua trajetória no Domaine Georges Roumier, na Borgonha. Anos mais tarde, trabalhando como négociant e em contato com dez dos Crus da região, descobriu em Beaujolais uma nova paixão. Em 2008, finalmente decidiu seguir seu próprio caminho e adquiriu três hectares de vinhedos antigos em <strong>Fleurie, Morgon e Régnié</strong>, onde passou a desenvolver um projeto alinhado à sua maneira de pensar.<br><br>A safra 2023 de seu Fleurie é fruto de<strong> vinhas plantadas no início da década de 1960</strong>, a quase 500 metros de altitude, em encostas íngremes e muito rochosas, que tornam o cultivo particularmente desafiador. A densidade de plantio chega a <strong>10 mil videiras por hectare.</strong><br><br>Na adega, a condução segue a mesma filosofia de intervenção mínima. Os cachos inteiros passam por <strong>maceração carbônica</strong> durante dez a vinte dias, em ambiente anaeróbico. A fermentação acontece com <strong>leveduras indígenas</strong>, em tanques de concreto e a baixas temperaturas, sem adição de dióxido de enxofre. Depois, a prensagem é realizada lentamente, ao longo de 24 horas, em uma antiga prensa vertical adquirida na Côte d’Or. Por fim, o vinho amadurece por <strong>11 meses em barricas usadas de carvalho</strong>, com capacidade para 228 litros.<br><br>Se, por vezes, Beaujolais é associado a vinhos de perfil mais simples, o Fleurie 2023 de Sunier mostra o quanto a região pode ir além. É um<strong> tinto amplo e perfumado</strong>, com um atraente repertório de cerejas, framboesas e morangos, acompanhado por notas de chão de floresta, pedras, pimenta-do-reino e violetas.<br><br>Em boca, a acidez elevada dá sustentação a sabores intensos e persistentes, enquanto os taninos finos e muito bem polidos conferem textura ao conjunto. Há profundidade, há camadas e há uma notável harmonia entre os diferentes elementos, em um vinho cujos atributos se confirmam da primeira impressão aromática ao último gole.<br><br>Sunier diz que seu Fleurie foi <strong>"criado como um grande Borgonha”</strong>. Uma frase que ajuda a compreender a ambição por trás desse tinto e sua proposta de explorar toda a dimensão da Gamay em um Cru emblemático.<br><br><strong>São apenas 30 garrafas disponíveis </strong>em uma oportunidade única que a VinumDay está disponibilizando a você.<br><br><strong>Não perca e se renda também aos encantos de Beaujolais.</strong></p>
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