Culto a Baco: o deus romano do vinho

19 de outubro - 2016

Culto a Baco: o deus romano do vinho

Baco, do latim Bacchus, é o famoso deus romano do vinho. É a versão da Roma Antiga para Dioniso - ou Dionísio - um dos mais importantes deuses da mitologia grega. Porém, tudo leva a crer que o culto a Baco e ao vinho teve origem estrangeira, fora do território grego. Comparando o que já foi encontrado na arqueologia e nos escritos antigos sobre a mitologia greco-romana, o culto ao deus do vinho, da fertilidade, do teatro e das festas, começa na Europa Oriental. A adega mais antiga foi descoberta por arqueólogos em 2007 no vilarejo Areni, no sul da Armênia. As escavações foram concluídas em 2010 e mostraram que as cubas de fermentação e as prensas encontradas lá, tinham 6.100 anos. Chamada de Areni-1, a adega fica dentro de um complexo de cavernas.

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 Na caverna de Areni-1 foi descoberta a mais antiga adega com 6.100 anos.

A segunda mais antiga está localizada na atual Cisjordânia e foi descoberta em 1963, com cerca de 5.000 anos. Esses fatos ajudam a comprovar a tese de que o vinho nasceu no oriente, que foi explicada criativamente na mitologia greco-romana com as viagens de Baco às terras orientais, fugindo de Hera, rainha do Olimpo. Durante sua jornada de volta às terras gregas, foi espalhando seu culto e ensinado os iniciados nos mistérios dionisíacos. O famoso poeta grego Homero deixou relatos descrevendo a popularidade do vinho feito na cidade de Maroneia, na região da Trácia, antiga Macedônia. Essa área abrange o lado mais oriental da Grécia e grande parte da atual Turquia e Bulgária, sinal de que a produção de vinho era muito familiar naquela região.

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 A Europa Oriental inspirou o mito de Dionísio, deus do vinho.

Mas, segundo o mito, como Baco instaurou seu culto na Grécia Ocidental?

A história de Dioniso (Baco) na mitologia greco-romana

A mitologia romana praticamente deriva da grega. Essas lendas e mitos não são contados durante os séculos de forma coerente. As contradições são regra básica quando estudamos os deuses gregos e a história de Dioniso também tem diferentes versões. Algumas vezes é identificado como o antigo Deus da fertilidade Liber Pater, e em outras como o sucessor do deus Zagreu. Outras ainda, o chamam de próprio Zagreu, filho de Perséfone. A versão mais clássica é aquela na qual o deus do vinho é o fruto de uma paixão de Zeus (Júpiter para os romanos), o rei do Olimpo, com a princesa Sêmele, filha do Rei Cadmo de Tebas. Portanto, dos deuses mais importantes, Dioniso é o único descendente de uma mortal. Talvez aí começa a beleza dessa mitologia - a ligação de Dioniso com a terra. Zeus se apaixonou por Sêmele e a engravidou. Quando sua esposa Hera (Juno para romanos) descobriu, decidiu matar a criança. Assumiu a forma de um mulher e persuadiu Sêmele a exigir que o pai da criança se mostrasse com todo seu esplendor para comprovar que era mesmo o Rei dos Deuses. Ao fazer isso, Zeus sem querer, fulminou sua amada, que morreu em chamas. No entanto, ele conseguiu salvar a criança prematura das cinzas e enxertou-a em sua coxa, onde terminou a gestação. Na versão de Creta, Dioniso era filho de Perséfone. Hera ao descobrir a criança, enviou os titãs para despedaçá-la. Zeus chega tarde demais, mata os titãs e recebe apenas o coração de Dioniso pelas mãos de Atena. Ele então, enxerta o coração do bebê em sua coxa, e posteriormente dá a luz ao renascimento de Dioniso.

Mosaico em Pafos (ou Paphos), na ilha de Chipe, também chamada de Casa de Dionísio.

 Mosaico em Pafos (ou Paphos), na ilha de Chipre, também chamada de Casa de Dionísio.

Ambos os casos, o ponto central do culto a Dioniso, que ficou conhecido como o deus que nasceu e morreu duas vezes, é justamente a morte e o renascimento. Após nascer, o pequeno deus, foi entregue aos cuidados das ninfas do Monte Nysa, e longe da ira de Hera. Outra versão conta que a ilha na verdade é a de Naxos. Com o tempo, Hera descobriu que Dioniso ainda estava vivo e rogou-lhe uma loucura que o fez vagar pelo mundo como um andarilho. Nessas andanças foi até a Índia, e na volta descobriu o vinho. Voltou a Grécia espalhando seu culto e recrutando as mulheres – também chamadas de bacantes – que o seguiam nas festas. Com a ajuda de seu tutor e amigo Sileno, um velho beberrão, ensinou os mistérios do vinho para o mundo.

A descoberta do vinho por Baco

Alguns creditam a Sileno o ensinamento sobre vinho ao jovem deus, mas o poeta romano Nono de Panópolis, descreve em seu poema Dionisíaca o momento da descoberta do vinho por Dioniso dessa forma: "Quando Baco viu o suco abundante das uvas selvagens esmagadas, lembrou da profecia do oráculo que sua mãe adotiva Rheia tinha lhe falado há muito tempo. Ele então, escavou um buraco grande na pedra,  e com uma outra pressionou os cachos de uvas. Foi a primeira prensa de vinho. " O esmagamento das uvas no processo do vinho reflete a lembrança do próprio deus sendo esmagado pelos titãs. O poeta não conta como a fermentação ocorreu, mas a lenda diz que ao guardar o líquido, ele fermentou e assim surgiu o vinho.

Os bacanais regados a vinho invadem a Grécia

A mitologia diz que o rei Penteu de Tebas quis impedir as festas de Dioniso (chamada de Bacanais pelos romanos) e chamou Acetes, um marinheiro e companheiro de Baco para interrogatório. Acetes contou que certa vez, ao chegar na ilha de Dia, próximo a Creta, seus companheiros desembarcaram e horas depois ao voltar, havia um jovem com roupas extravagantes e valiosas dormindo no navio. Ele desconfiou que fosse um deus, mas os outros marinheiros ambiciosos decidiram vendê-lo como escravo. A fim de enganar o deus Baco, disseram que o levariam para onde ele quisesse. Baco pediu para navegarem para Naxos, sua terra natal. Ao perceber que navegavam para o Egito, o jovem deus os transformou em golfinhos – este seria o motivo dos golfinhos nadarem ao lado das embarcações – e poupou Acetes. Rumaram até Naxos onde Baco casou-se com Ariadne. Irritado por ouvir essa história repetidamente, o rei Penteu mandou executar Acetes, que desaparece da prisão misteriosamente no manhã seguinte, antes da execução. O rei segue então até os locais dos cultos e encontra sua própria mãe embriagada a dançar com Baco. Ela se levanta e grita que um ele é um javali feroz e conclama as outras bacantes a atacá-lo. Ao som dos gritos e pedidos de desculpa de Penteu, matam-no.

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 Penteu tenta proibir o culto a Dionísio e é morto.

Assim, o culto a Baco se inicia na antiga Grécia.

Conclusão

Outros povos tem suas próprias versões  para a criação do vinho. Para o Antigo Egito a bebida foi inventada pelo deus Osíris, para os etruscos o deus Fufluns e para os persas o Rei Yamshid. Mas foi Baco quem ficou com a fama. O frenesi selvagem associado a Baco foi a forma que a mitologia encontrou para lembrar que somos terrenos e meros mortais. O vinho seria essa ligação com a terra. Todavia, o mais interessante na história do mito greco-romano é que Dioniso era o deus da sensação corporal e mente irracional. Sentir o corpo é a melhor expressão para a filosofia de Dioniso. Portanto, por esta ótica, degustar o vinho é sentir nosso corpo e suas sensações; assim mantemos vivo o culto a Baco, o deus do vinho. Equipe VinumDay • um vinho para cada dia 

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O vinho é indispensável para a culinária. Simples assim. E não somente acompanhando o cozinheiro na empreitada. Ele pode e deve ser utilizado no preparo dos seus pratos favoritos, inclusive, é bastante provável que eles fiquem ainda melhores se o vinho adequado ou um exemplar de melhor qualidade for usado. Quem nunca ouviu que  “só se usa na comida um vinho que se beberia à mesa” ?  Concordamos totalmente. E mais! Acreditamos que não se deve ter pena na quantidade. Seja generoso que o resultado final também o será, em aromas e sabores.Vinho de Cozinha Existe?Sim. Há variedades e estilos de vinhos pensados exclusivamente para o uso culinário.  Várias empresas têm se especializado em dedicar parte da sua estrutura para a produção de rótulos que são indicados apenas para a cozinha. A grande vantagem deles é, indiscutivelmente, o preço. Ao invés de ver parte do vinho escolhido para escoltar a refeição indo panela adentro, tem-se um exemplar somente para o preparo do prato. São produtos feitos e pensados para suportar um bom tempo abertos na geladeira e que não mudam sob mudanças drásticas de temperatura de armazenamento, visto que contam com a adição de conservantes e outros ingredientes pensados para dar mais sabor aos pratos. Não devem ser bebidos, diga-se de passagem.Existem, também, vinhos que com o tempo passaram a ser conhecidos como “culinários”, no entanto, não nasceram especificamente com essa atribuição em mente. Um exemplo bastante famoso é o italiano Marsala. Dos tipos seco e doce, cozinha-se com esse tradicional vinho siciliano desde que foi criado, o que se estima ter ocorrido no século XVIII. Muito popular nas cozinhas da Sicília, ultrapassou fronteiras e se viu incluído em uma infinidade de receitas mundo afora. Embora contribua - e muito - no sabor de tanto pratos doces quanto salgados e seja um verdadeiro sucesso entre os cozinheiros, aprecia-se, sim, um bom Marsala como acompanhante das refeições e sobremesas muito mais na taça no que na frigideira.E Cozinha Sem Vinho?Pode até ser que sim, mas não recomendamos!Todas as nossas dicas de harmonização ganham muito quando preparadas com vinho, e, invariavelmente, também com o vinho que está sendo comprado!Quando o álcool evapora - ele sempre evapora com pouquíssimos segundos de aquecimento, sem representar perigo algum para crianças, por exemplo - cria-se novas camadas de sabor nas receitas, algo que outros líquidos não são capazes de fazer. Um bom risoto ganha nova vida com um pouco de vinho branco; um bouef bourguignon faz o mesmo com os tintos. Em um primeiro momento, brasato al Barolo soa como sacrilégio, mas fica dos deuses se o néctar do Piemonte entrar no preparo.Aproveite, e cozinhe sem moderação!

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Ave-símbolo do Rio Grande do Sul, o Quero-Quero é rodeado por histórias que o enaltecem.

Presente em cantigas de roda e homenageado em versos de poesia, tornou-se um personagem recorrente nas histórias tradicionais do estado. Citado até pelo catedrático Rui Barbosa, que cunhou o apelido Chanceler dos Potreiros para o altivo animal, fez fama em igual medida pelo seu canto estridente e postura feroz.

O pássaro é um companheiro do homem do campo. É dele o primeiro alarde se um predador avança sobre as terras do colono, não raro o espantando por conta própria.

Reza a lenda que ele está preso a uma maldição de sempre querer, e nunca poder gozar do ter. Triste em essência, preferível pensar que seu nome deriva da onomatopeia advinda de sua voz esganiçada, porém, providencial.

Estampando o rótulo de um belo Chardonnay gaúcho, o Quero-Quero encontra, enfim, seu lugar definitivo de destaque, e apresenta mais um ótimo vinho produzido pela vinícola boutique Don Abel.

Ostentando a bela média de 3.9 estrelas no aplicativo Vivino – excelente nota para sua faixa de preço - é um branco de degustação fácil, prazerosa e gastronômica, funcionando muito bem na harmonização com pratos que levam peixes, aves e carne suína em sua composição.

De cor amarela com bonitos reflexos dourados, é um varietal bastante tropical nos aromas, mostrando abacaxi maduro e pêssego verde em primeiro plano, tendo como coadjuvantes carambola e uma gostosa nota cítrica. Em boca é puro frescor, confirmando a fruta, em especial o abacaxi percebido na análise olfativa, e seu caráter jovial.

Uma ótima opção de branco nacional, feito sob os preceitos da produção sustentável aplicados pela moderna Don Abel desde sua fundação em 1999.

Eu diria para garantir a sua garrafa, mas, com o preço especial que negociamos junto à vinícola, é mais prudente colocar logo uma caixa em seu carrinho para não se arrepender depois!

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Poucos recursos são tão inegavelmente importantes quanto o calendário. Lunares ou solares, desde que os sumérios e os egípcios passaram a reger suas decisões terrenas frente aos astros e sua influência direta no clima, nas marés e, principalmente, nas safras, recorrer ao avanço do tempo controlado via calendário passou a servir como um aliado da civilização.

17 de Abril é um delicioso marco no moderno Calendário do Vinho, esperado anualmente com ansiedade pelos enófilos de todo o planeta. Comemora-se mundialmente nesta data o Malbec Day, que mobiliza apreciadores da bebida de Baco e Dionísio a voltarem seus olhos para a casta, celebrando-a sorvendo uma bela taça de tinto.

Curadoria VinumDay não poderia ficar de fora da celebração desta variedade apaixonante e selecionou um rótulo de qualidade acima da média para este dia especial.

Criação do enólogo-celebridade Karim Mussi Saffie, profissional que se dedica a explorar o terroir andino do Valle do Uco em todo o seu esplendor e peculiaridades de vinhedo para vinhedo, o Alandes Malbec 2017 impressiona pela pluralidade de aromas e sabores, entregando a casta com uma roupagem moderna em meio a tantas camadas.

Os grãos que o formam chegaram de parreirais em Campo de los AndesAlto Vista FloresLos ÁrbolesLos Chacayes e La Consulta, e foram colhidos à mão. Após minuciosa seleção, a fermentação se deu em pequenos tanques de concreto. 70% do vinho, então, estagiou em barricas de carvalho francês por 10 meses.

Trata-se de um exemplar de Malbec diferenciado, entregando um misto de tipicidade varietal e sutilezas ao degustador, mesclando as notas características da casta com pequenas surpresas.

A tradicional cor púrpura aparece brilhante em taça. Os aromas são ricos, desde as esperadas frutas negras maduras, como cereja-pretacassis e ameixa, passando por um toque da gostosa acidez do cranberry. A paleta prossegue com um floral de violeta, algo delicado que remete a hibiscochá preto, fechando com notas defumadas adocicadas.

elegância reina absoluta na parte gustativa, tendo a fruta fresca a companhia de taninos muito polidos e marcantes, além de acidez salivante. Percebe-se as especiarias com nitidez, e o floral se revela delicado no palato. Intensidade e persistência altos levam a um final longo, defumado e levemente abaunilhado, sem deixar cair a peteca da finesse do conjunto.

Uma decantação de pelo menos 30 minutos garante que a experiência será plena.

Melhor maneira impossível de celebrar o Dia Mundial da Malbec, com esse tinto moderno e vigoroso, multifacetado e com ótimo potencial de guarda.

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Ah! Temos uma surpresa! Fique ligado em nossas rede sociais ao longo do dia de hoje. Com a palavra a própria Bodega Alandes, em um vídeo especial, apresentando o rótulo para os nossos confrades enófilos neste Malbec World Day!

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