A taça faz toda a diferença! Saiba qual escolher!

31 de julho - 2021

A taça faz toda a diferença! Saiba qual escolher!

É fato, a taça é componente que pode exaltar os atributos do vinho!

Não somente ela, mas também o cardápio, o local, a companhia… feliz de quem fizer as melhores escolhas. =)

Nós, sommeliers da VinumDay, resolvemos  compartilhar com você algumas dicas no momento da escolha da taça adequada!

A variedade de opções para o serviço do vinho é muito ampla, cada uma desenhada para realçar as características do estilo do rótulo, em particular. Vejam abaixo alguns princípios básicos para cada estilo:

Vinhos tintos: as taças de maior dimensão são as mais indicadas, permitindo um maior contato do ar com a superfície do vinho. 

Vinhos brancos e vinhos rosés: taças de tamanho médio para que as características de fruta e frescor se concentrem e se direcionem ao topo da taça, além de servir uma menor quantidade para evitar que o vinho aqueça;

Vinhos espumantes: taças alongadas, potencializando a perlage e também dispondo de menor volume, para evitar que o vinho aqueça;

Vinhos fortificados: normalmente servidos em taças pequenas devido ao seu alto conteúdo alcoólico. Porém, deve ter o tamanho suficiente grande para permitir que se possa girar e sentir os aromas do vinho.

Para um melhor entendimento, destacamos alguns dos principais modelos de taças disponíveis no mercado e sugestões de uso:

Bordeaux  - tintos encorpados;

Borgonha - tintos de pouco a médio corpo, brancos e rosados estruturados com passagem por madeira;

Montrachet - brancos elegantes e encorpados, como Chardonnay;

Riesling - brancos sem estágio em madeira, com características minerais, como os Riesling;

Flute - espumantes;

Dessert - vinhos fortificados.

 

Importante: É fundamental que as taças estejam bem limpas, pois mesmo uma pequena poeirinha ou resíduo de detergente pode prejudicar o aroma/sabor do vinho. A melhor maneira de preparar as taças é poli-las antes do uso, de preferência com pano de tecido que não solte pelinhos.

Saúde! =)

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Vitivinicultura x Mudanças Climáticas

Vitivinicultura x Mudanças Climáticas

Você já pensou nas consequências que as mudanças climáticas estão trazendo para a vitivinicultura ao redor do mundo?Se você é um amante do vinho, prepare-se para um panorama que vai te surpreender!Até pouco tempo atrás, ninguém imaginava que estudar mudanças climáticas seria essencial para o universo do vinho. Mas, cá estamos! O clima está mudando e precisamos agir, seja prevenindo, seja mitigando os impactos. Secas, chuvas intensas, geadas tardias e até inundações têm sido cada vez mais frequentes, algo que não víamos há algumas décadas.De acordo com o último relatório do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas), a temperatura média da superfície da Terra pode subir até 4°C nos próximos 80 anos, se nada for feito para conter as mudanças climáticas. Para você ter uma ideia, entre 1900 e 2020, a temperatura aumentou "apenas" 1,1°C. Ou seja, estamos falando de um aumento quatro vezes maior em menos tempo. Assustador, né?E quanto ao vinho, o impacto já é evidente: maior concentração de açúcares nas uvas, regiões já quentes ficando ainda mais quentes, uvas sobremaduras, vinhos com maior teor alcoólico, pH elevado e mais suscetíveis a contaminações. Por outro lado, regiões mais frias, que antes não eram ideais para o cultivo de uvas, agora estão se destacando, como o Sul da Inglaterra, famoso por seus espumantes.Os próximos anos vão exigir bastante estudo e inovação: castas mais resistentes à seca, porta-enxertos alternativos, novas regiões de cultivo, reutilização de água tratada e práticas sustentáveis em todas as etapas, da vinha até a garrafa.A Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) está ligada nesse movimento e criou, em 2021, um grupo de trabalho sobre Desenvolvimento Sustentável e Mudanças Climáticas para estudar a fundo o tema. Aqui estão algumas das recomendações que vêm sendo desenvolvidas:  Estratégias de adaptação do setor vitivinícola às mudanças climáticas - Resiliência;Definição e recomendações da OIV para Agroecologia no setor vitivinícola;Viticultura de montanha e encostas íngremes;Conservação da natureza e da biodiversidade no setor vitivinícola;Importância da biodiversidade microbiana no contexto de viticultura sustentável;Sustentabilidade e ecodesign na adega;Revisão de metodologias para cálculo da pegada hídrica em vinhas;Recomendações metodológicas para contabilização do balanço de gases de efeito estufa no setor vitivinícola;Viticultura em zonas áridas;Práticas biodinâmicas: identificação e aplicação na viticultura. É um trabalho enorme, e exige que a gente coloque em prática o máximo de medidas possíveis para reduzir o impacto global!Deixo uma frase para reflexão, de um grande especialista no tema:“A evidência científica é inequívoca: as mudanças climáticas são uma ameaça ao bem estar do ser humano e à saúde do planeta. Qualquer atraso em uma ação climática conjunta provocará uma perda na breve e rápida janela aberta para garantir um futuro habitável.” Hans-Otto PörtnerFernanda SpinelliSommelier Internacional FISARWSET 3 em VinhosDelegada Científica Brasileira na OIVFoto: Javier Allegue Barros | Unsplash
Vinho da China?! Sim!

Vinho da China?! Sim!

A China não fica para trás quando se fala em produção. É claro que pensando em vinhos, já dominam também a arte.Atualmente, é um importante país produtor de vinhos tintos, principalmente das castas Cabernet Sauvignon, Merlot e Carmenère, deixando um pequeno espaço para a produção de vinhos brancos e rosados. Além das variedades internacionais, a China tem as suas próprias espécies autóctones, como a V. amurensis, resistente ao frio.Entretanto, a maior parte da viticultura da China é dedicada às uvas de mesa (frescas ou passas), que geram retornos mais atrativos aos produtores do que as uvas para vinhos finos.Apesar da expansão na década de 1980, a produção de vinhos na China também vive racionalização na era das medidas “anti-extravagância” do Presidente Xi Jingping. A influência política por lá é bastante forte, todos sabemos.Quanto ao clima, devido a ampla extensão país, entre as regiões vinícolas de Heilongjiang, no nordeste, e Yunnan, no sul, as regiões podem ter climas muito diferentes. Quase todas as regiões vitivinícolas da China apresentam clima continental marcado com invernos frios e áridos.  Um fato curioso é que a maior parte das vinhas devem ser enterradas para sobreviver às baixas temperaturas do inverno, assim como às condições muito áridas. As fortes chuvas de verão também afetam a maioria das regiões vinícolas chinesas, embora em algumas regiões a precipitação total seja pequena.Entre as regiões destacam-se: Heilongjiang, Jilin, Beijing, Hebei, Shandong, Shanxi, Shaanxi, Ningxia, Xinjiang, Gansu e Yunnan. Quando pensamos em vinificação, o modelo seguido normalmente é o estilo bordalês francês, tendo tido uma boa evolução de qualidade na última década.Certamente muitos que lerão este texto nunca provaram um vinho chinês. Quem sabe eventualmente surja esta oportunidade?!Créditos imagem: Unsplash - Jennifer Chen
Vamos falar sobre variedades francesas?

Vamos falar sobre variedades francesas?

Famosas, versáteis e amplamente conhecidas, as variedades francesas fazem sucesso nos mais variados países.Na França estão fortemente associadas às suas regiões vinícolas individuais, sendo as dez principais: Tintas:Merlot: de brotação precoce e maturação média, atinge níveis mais elevados de açúcar e, portanto, mais elevados de maior potencial alcoólico. Sua baga tem maior volume que a Cabernet Sauvignon. Apresenta, em geral, uma intensidade média a pronunciada de carga frutada (morango e ameixa vermelha com sabores herbáceos em clima frio; amora cozida, ameixa-preta em clima quente), taninos médios e álcool médio a alto.Grenache Noir: de maturação tardia, precisa de clima quente para sua maturação plena. As uvas podem acumular rapidamente níveis elevados de açúcar, o que pode ser um problema em vinhos secos. Seus vinhos apresentam, em geral, coloração rubi pálida, aromas de frutas vermelhas maduras, como morango, ameixa, cereja, notas de especiarias e ervas, alto teor alcoólico, taninos baixos a médios e baixa acidez.Syrah: de brotação tardia e maturação média, seus vinhos normalmente apresentam cor rubi profunda, aromas e sabores de intensidade média a pronunciada, com destaque para violeta, ameixa (vermelha em anos e locais mais frios, preta em anos e locais mais quentes), amora, pimenta-preta e notas herbáceas. A acidez e os taninos variam de médio a alto. Cabernet Sauvignon: de brotação e maturação tardias, tem película grossa, com alto teor de taninos, e menor tamanho que a sua parceira de blends bordaleses, a Merlot. Apresenta aroma normalmente pronunciado de violetas, frutas pretas como groselha preta, cereja preta e mentol ou herbáceo, tem álcool médio, acidez e taninos altos.Cabernet Franc: de brotamento precoce e maturação média, deve ser colhida madura o suficiente para não ter aromas excessivamente herbáceos. Normalmente seus vinhos apresentam intensidade média a pronunciada de frutas vermelhas, como groselha, framboesa, floral de violetas, corpo leve a médio, taninos médios e acidez elevada.Carignan: de brotação e maturação tardias. Os vinhos normalmente têm cor rubi médio, com frutas como amora, acidez e taninos altos. Alguns exemplares premium apresentam também frutas negras intensas, com especiarias e notas terrosas.Pinot Noir: de brotação e maturação precoce, é uma varietal delicada, que amadurece bem em regiões frias. Seus vinhos normalmente entregam notas de morango, framboesa e cereja vermelha, se houver passagem por barricas, sabores leves derivados de carvalho (fumaça, cravo), taninos baixo a médio, álcool médio e acidez elevada. Podem desenvolver notas de terra, caça e cogumelos com o envelhecimento. Brancas:Ugni Blanc: a branca mais produzida na França, varietal utilizada na elaboração de brandy's, Cognac e Armagnac no sudoeste do país.Chardonnay: variedade versátil, de brotação e maturação precoce. Em climas frios, como na Borgonha, os vinhos têm notas maçã, pêra, limão e lima, corpo leve a médio e acidez elevada (ex. Chablis). Em climas moderados, os vinhos apresentam citrinos maduros, melão e frutas de caroço, corpo médio a médios (+), com acidez média (+) a alta (Côte d’Or).Sauvignon Blanc: de brotação tardia e maturação relativamente precoce, os vinhos elaborados a partir da Sauvignon Blanc apresentam tipicamente aromas de intensidade pronunciada de gramínea, pimentão e aspargos com sabores de groselha e toranja (áreas mais frias) até maracujá maduro (áreas mais quentes). Normalmente tem corpo e álcool médio e acidez alta. É claro que várias outras castas autóctones são encontradas no país, mais adiante desbravaremos esse mar de variedades.Saúde!Créditos Imagem: Unsplash (Al Emes).

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Tornicola Pinot Grigio
14/set

Tornicola Pinot Grigio

2023

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Chapoutier Combe Pilate

Viognier 2024

<p>Esta semana, a VinumDay apresenta uma oportunidade de ouro, amigo enófilo!<br><br>Estamos falando de um Viognier do norte do Rhône, elaborado por um dos grandes nomes da região e com uma entrega impecável pelo preço.<br><br>Vamos conhecê-lo?<br><br><strong>Michel Chapoutier</strong> é, sem dúvida, um dos nomes mais importantes da história recente do vinho francês. Enólogo visionário e pioneiro na aplicação da biodinâmica, ele construiu sua reputação internacional pela capacidade única de traduzir a essência de cada pedaço de solo do <strong>Vale do Rhône.</strong><br><br>No norte da região, a <strong>Viognier </strong>atinge sua máxima notoriedade em Condrieu (além, é claro, do monopólio Château-Grillet), onde produz brancos ímpares e altamente disputados.<br><br>Mas a vocação da casta não se encerra nas fronteiras estritas desta pequena AOP: nas mesmas encostas que acompanham o rio Rhône, a indicação geográfica <strong>Collines Rhodaniennes</strong> <strong>se desenha como o verdadeiro refúgio dos enófilos atentos, onde produtores de elite elaboram rótulos de altíssimo nível a preços incrivelmente convidativos.</strong><br><br>São colinas e encostas que margeiam o rio Rhône compartilhando do mesmo clima e dos solos graníticos que consagraram os grandes nomes do norte. Para um enólogo do calibre de Chapoutier, a IGP torna-se o cenário perfeito para demonstrar que todo o seu <i>savoir-faire</i> não está restrito aos crus da região.<br><br>É nesse contexto que nasce o Combe Pilate, vinho integralmente elaborado com Viognier, vinificado com leveduras indígenas e maturado <strong>9 meses em tanques sobre as borras finas.</strong><br><br>Na taça, mostra grande refinamento, com aromas de limão-siciliano, pêssego branco e pera, seguidos por amêndoas e delicadas nuances florais de jasmim, típicas da Viognier. O perfil mineral é bastante pronunciado e remete aos solos graníticos e arenosos dos vinhedos de onde o exemplar tem origem.<br><br>Em boca, tem acidez vibrante e refrescante, ótima concentração e final persistente. Um branco de textura fluida, equilibrado e muito prazeroso de beber.<br><br><strong>Em resumo, é um rótulo que vale cada centavo!</strong><br><br>Aproveite a excelente oportunidade e garanta as suas unidades.</p>

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Tornicola Pinot Grigio

2023

<p><strong>Pinot Grigio ou Pinot Gris? Um clássico italiano por apenas R$ 96!</strong><br><br>Poucas castas brancas carregam tanta versatilidade e prestígio quanto a Pinot Grigio. Presente em praticamente toda a Itália, é no norte do país que ela encontra seu terreno mais nobre — e é justamente de lá que vem a garrafa de hoje.<br><br>Entre as variedades brancas mais importantes da Itália, a <i>Pinot Grigio</i> encontrou no norte do país algumas de suas principais expressões. Vêneto, Friuli-Venezia Giulia e Trentino-Alto Adige concentram boa parte de seus vinhedos, embora a casta esteja presente de norte a sul da Itália, chegando até a Sicília.<br><br>Conhecida como <i>Pinot Gris</i> na Alsácia, sua terra de origem, a variedade faz parte da família das Pinots e possui uma relação genética próxima com a Pinot Noir e a Pinot Blanc. Apesar de ser utilizada para a elaboração de vinhos brancos, é uma das castas brancas de casca mais escura, com tonalidades que podem variar do cinza-azulado ao rosado. Daí a origem dos nomes <i>Gris</i> e <i>Grigio</i>, que significam "cinza" em francês e italiano, respectivamente.<br><br>É exatamente esta casta, em uma de suas expressões mais autênticas e acessíveis, que trazemos hoje na <strong>VinumDay — e por um preço difícil de ignorar: apenas R$ 96!</strong><br><br>O <i><strong>Tornicola Pinot Grigio</strong></i><strong> é um </strong><i><strong>Delle Venezie</strong></i>, indicação geográfica que reúne áreas do Vêneto, Friuli-Venezia Giulia e Trentino-Alto Adige, elaborado pela Rocca Vini, empresa pertencente à família Rocca, que atua no setor vitivinícola desde 1880, quando Francesco Rocca fundou a vinícola. Ao longo de cinco gerações, a família ampliou sua atuação e passou a trabalhar com diferentes regiões e denominações italianas, sobretudo na Puglia e no Piemonte.<br><br>É um ótimo representante da variedade e uma escolha certeira para quem procura um Pinot Grigio italiano com excelente relação preço/qualidade.<br><br>No nariz, é equilibrado e refrescante, revelando aromas de frutas cítricas, como maçã verde e lima, e frutas de polpa branca, especialmente pera, acompanhados por sutis notas florais e de ervas de quintal. Na boca, apresenta corpo médio, acidez vibrante e boa vivacidade, com sabores que refletem a paleta olfativa, destacando-se as frutas cítricas e de polpa branca, em um conjunto fresco, equilibrado e de boa persistência.<br><br>Um branco versátil, gastronômico e pronto para o dia a dia — daqueles que não podem faltar na <strong>Adega Virtual </strong>de quem entende de vinho.<br><br>Garanta já a sua garrafa antes que o estoque acabe!</p>

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