Em Gratallops, coração histórico do Priorat, a família Ripoll Sans passou décadas fazendo o que quase todo mundo por ali fazia: vendendo a uva para a cooperativa local. As vinhas eram um tesouro — plantadas pelos bisavós, em costers de llicorella, algumas centenárias. A adega herdada, essa, estava em ruínas.
Foi Marc Ripoll quem decidiu mudar essa história. Em 2000 restaurou o antigo celler da família — um espaço pequeno e multifuncional — e passou a vinificar a própria colheita. Assim nasceu a Cal Batllet.
São dez hectares divididos em dez parcelas dispersas por Gratallops e Torroja del Priorat. Agricultura ecológica, trabalho manual, leveduras indígenas. E um detalhe que diz muito sobre o caráter do produtor: foi a Cal Batllet a principal responsável por resgatar a Escanyavella, casta branca quase extinta que só existe no Priorat, e cujo nome catalão significa, literalmente, "estrangula-velha".
Mas o rótulo de hoje carrega a história mais bonita da casa.
Llum d'Alena quer dizer "a luz de Alena". Alena é a filha caçula da família, e o vinho é uma homenagem feita à ela — nas palavras da própria vinícola, a chegada de Alena iluminou a casa e os frutos das vinhas de Gratallops.
Faz todo sentido que seja justamente este o vinho mais luminoso do portfólio.
E aqui vem a parte que costuma surpreender quem conhece a região. O Priorat construiu sua fama com tintos densos, potentes, generosamente amadeirados. O Llum d'Alena não vê uma lasca sequer de carvalho.
Garnatxa colhida à mão nos terraços de Gratallops, passa por uma fermentação em tina aberta com leveduras indígenas. A maceração é longa — 30 dias — mas conduzida com delicadeza. Depois, amadurece por 12 meses em ovos de Flextank.
O resultado é um Priorat que fala de llicorella, e não de barrica.
Na taça, o nariz é perfumado e floral, com ameixa, amora e cereja madura em primeiro plano, escoltadas por ervas mediterrâneas e um toque balsâmico. A boca tem aquela entrada doce e cálida típica da garnatxa em solo quente, mas sustentada por uma mineralidade que é assinatura da região. Taninos macios, bom volume, final redondo e equilibrado.
Está ótimo agora, e a própria vinícola projeta uma janela confortável de seis a oito anos de evolução. Peça-o ao lado de um arroz de coelho, cordeiro assado, legumes na brasa ou carnes na grelha.
Se você nunca provou um Priorat, este é o convite mais gentil que existe. Se já provou muitos, vai achar curioso reencontrar a região sem a moldura da madeira.
Nos dois casos, recomendamos fortemente.
Em Gratallops, coração histórico do Priorat, a família Ripoll Sans passou décadas fazendo o que quase todo mundo por ali fazia: vendendo a uva para a cooperativa local. As vinhas eram um tesouro — plantadas pelos bisavós, em costers de llicorella, algumas centenárias. A adega herdada, essa, estava em ruínas.
Foi Marc Ripoll quem decidiu mudar essa história. Em 2000 restaurou o antigo celler da família — um espaço pequeno e multifuncional — e passou a vinificar a própria colheita. Assim nasceu a Cal Batllet.
São dez hectares divididos em dez parcelas dispersas por Gratallops e Torroja del Priorat. Agricultura ecológica, trabalho manual, leveduras indígenas. E um detalhe que diz muito sobre o caráter do produtor: foi a Cal Batllet a principal responsável por resgatar a Escanyavella, casta branca quase extinta que só existe no Priorat, e cujo nome catalão significa, literalmente, "estrangula-velha".
Mas o rótulo de hoje carrega a história mais bonita da casa.
Llum d'Alena quer dizer "a luz de Alena". Alena é a filha caçula da família, e o vinho é uma homenagem feita à ela — nas palavras da própria vinícola, a chegada de Alena iluminou a casa e os frutos das vinhas de Gratallops.
Faz todo sentido que seja justamente este o vinho mais luminoso do portfólio.
E aqui vem a parte que costuma surpreender quem conhece a região. O Priorat construiu sua fama com tintos densos, potentes, generosamente amadeirados. O Llum d'Alena não vê uma lasca sequer de carvalho.
Garnatxa colhida à mão nos terraços de Gratallops, passa por uma fermentação em tina aberta com leveduras indígenas. A maceração é longa — 30 dias — mas conduzida com delicadeza. Depois, amadurece por 12 meses em ovos de Flextank.
O resultado é um Priorat que fala de llicorella, e não de barrica.
Na taça, o nariz é perfumado e floral, com ameixa, amora e cereja madura em primeiro plano, escoltadas por ervas mediterrâneas e um toque balsâmico. A boca tem aquela entrada doce e cálida típica da garnatxa em solo quente, mas sustentada por uma mineralidade que é assinatura da região. Taninos macios, bom volume, final redondo e equilibrado.
Está ótimo agora, e a própria vinícola projeta uma janela confortável de seis a oito anos de evolução. Peça-o ao lado de um arroz de coelho, cordeiro assado, legumes na brasa ou carnes na grelha.
Se você nunca provou um Priorat, este é o convite mais gentil que existe. Se já provou muitos, vai achar curioso reencontrar a região sem a moldura da madeira.
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Amigos, a nova safra de um grande sucesso da Vinícola Peterlongo acaba de chegar à VinumDay!
Vamos conhecer o Armando Signature Touriga Nacional 2023?
Uma das vinícolas mais antigas e tradicionais do Brasil, a Peterlongo construiu sua história principalmente com os espumantes. A Manoel Peterlongo Filho, o fundador, é dado o mérito da vinificação do primeiro exemplar desse tipo no Brasil.
Mas, nos últimos anos, a casa também passou a chamar atenção por seus vinhos tranquilos. E um dos grandes responsáveis por essa transformação foi o consultor bordalês Pascal Marty, enólogo desde 1982 e com passagens por nomes como Baron Philippe de Rothschild e Almaviva, no Chile.
Foi Marty quem criou o Sintonia Terroir & Castas, projeto que nasceu com a ambição de se tornar um vinho ícone brasileiro e que, não por acaso, esteve entre os vinhos mais vendidos da história da VinumDay.
Outra de suas criações foi a linha Armando Winemaker Signature, formada por dois varietais vinificados à moda do enólogo. Desde então, o time de enologia segue dando continuidade ao projeto, que agora chega à safra 2023. Entre eles, o Touriga Nacional é, sem dúvida, um dos exemplares mais interessantes da linha.
Elaborado com uma mescla de uvas da Serra do Sudeste, o vinho passou por 18 meses em barricas de carvalho francês e também teve uma longa maturação em garrafa antes de ser liberado.
Na taça, os aromas da Touriga Nacional aparecem em toda a sua intensidade, combinando amora, ameixa e mirtilo a notas de zest de laranja e violetas. Com o tempo, surgem ainda nuances de tabaco, noz-moscada e canela, acrescentando complexidade ao conjunto.
Em boca, entrega bom volume, taninos finos e acidez muito bem integrada. As frutas negras e as especiarias reaparecem com bastante definição e conduzem a um final saboroso e de ótima persistência.
É um vinho que já merece atenção pelo que entrega em seu preço cheio. Mas, por R$ 119,90 na VinumDay, fica ainda mais difícil resistir.