Col d'Orcia
Nearco 2020
<p>Existem algumas <strong>palavras mágicas</strong> que fazem qualquer enófilo mais experientes <strong>salivar!</strong><br> <br>Considerando o idioma italiano, podemos citar Barolo, Brunello, Amarone e <strong>Supertoscano</strong> – sendo esta última nosso foco de hoje.<br> <br>Os <strong>supertoscanos</strong> são vinhos <i>nascidos foras da lei,</i> criações que desafiavam os paradigmas da época e que apenas conquistaram seu espaço devido à <strong>qualidade absurda que podem alcançar!</strong> Desde seus primórdios, lá na década de 1970, eles ganharam o mundo, conquistando uma legião de fãs.<br> <br>O litoral toscano, principalmente na região da comuna de Bolgheri, presenciou um enorme crescimento no cultivo de variedades internacionais, principalmente pela Cabernet Sauvignon e pela Merlot. Com exceção da lendária Antinori, que elabora seus míticos <i>Tignanello </i>e <i>Solaia</i> na Tenuta Tignanello, localizada em uma área nobre da denominação Chianti Classico, poucos produtores se aventuram em criar vinhos que não sejam os tradicionais esperados de cada <i>terroir </i>– exatamente o caso de hoje, um <strong>supertoscano oriundo de Montalcino</strong> – <i>terroir </i>onde a Sangiovese reina absoluta e dá vida ao <i>Brunello di Montalcino,</i> considerado por muitos como o principal vinho da Itália!<br> <br>A autora desta <strong>ousadia </strong>é ninguém menos que a <strong>Col d’Orcia,</strong> uma das vinícolas mais históricas de Montalcino, cujo nascimento remonta ao ano de 1890, quando a família Franceschi de Florença adquire a propriedade <i>Fattoria di Sant’Angelo in Colle,</i> sendo uma das pioneiras a apresentar seu Brunello di Montalcino ao mercado, na feira <i>Wine Exhibition of Siena,</i> em 1933. Em 1958, os irmãos Leopoldo e Stefano, que herdaram a empresa, decidem dividir a propriedade e, um dos termos da separação, foi a proibição do atual nome da vinícola – <i>Fattoria di Sant’Angelo in Colle.</i><br> <br>Desta forma, <strong>Stefano Franceschi</strong> nomeia sua parte como <strong>Col d’Orcia,</strong> que significa <strong>colina acima do Orcia</strong> (rio que atravessa a propriedade). Stefano acabou se casando com um membro da família real do futuro Rei da Espanha, Juan Carlos. Ele e sua esposa não tiveram filhos e, em 1973, Stefano acabou vendendo a Col d’Orcia para a <strong>família Cinzano</strong> – que já possuía uma ótima reputação no mundo das bebidas.<br> <br>Desde então, sob o comando do <strong>Conde Alberto Marone Cinzano,</strong> a Col d’Orcia, além de manter sua respeitada reputação, investiu na ampliação de vinhedos: de poucos hectares para 70 no início da década de 1980. Em 1992 o atual presidente, <strong>Francesco Marone Cinzano,</strong> tomou posse e expandiu até atingir os 140 hectares atuais, dos quais 108 são designados exclusivamente para a elaboração de <i>Brunellos,</i> colocando a empresa na terceira posição dos maiores proprietários de vinhedos da denominação.<br> <br>Estamos falando então de uma <strong>verdadeira especialista em Brunello di Montalcino</strong> que, não satisfeita com esse reconhecimento, também investiu no cultivo de <strong>variedades internacionais,</strong> dentre elas a <strong>Cabernet Sauvignon, a Merlot, a Syrah e a Petit Verdot,</strong> sendo estas três últimas castas que compõem o nosso vinho de hoje, o <strong>Col d’Orcia Nearco.</strong><br> <br>Todas as uvas são oriundas de <strong>vinhedos com certificação orgânica</strong> (ah... importante também citar que em 2010 a Col d’Orcia iniciou se processo de certificação e, atualmente, é a <strong>maior propriedade orgânica certificada da Toscana!!</strong>) cultivados na colina de Sant’Angelo com vista para o rio Orcia e exposição solar sul e sudoeste. A colheita é manual e as uvas são colhidas em seus pontos ideais de maturação, exceto a Syrah, que é colhida sobremadura para aumentar a complexidade do vinho.<br> <br>Cada variedade é vinificada separadamente, em tanques de aço inoxidável com temperatura controlada e leveduras selecionadas. Findada a fermentação alcoólica, o vinho é transferido para tanques de concreto, onde a fermentação malolática é realizada espontaneamente. Em seguida, o vinho é inserido em <strong>barricas de carvalho francês, onde amadurece por longos 22 meses. </strong><br> <br>Importante também mencionar que <strong>esta safra 2020 foi classificada como excelente!</strong><br> <br>Sua degustação empolgou o time de sommeliers da <strong>curadoria VinumDay:</strong> o olfato é intenso, onde frutas negras maduras, como a cereja e a ameixa, se mostram em primeiro plano, sendo escoltadas por notas de especiarias doces (baunilha e alcaçuz), bala toffee, licor fragolino e couro, finalizando com gostosos toques de flores secas e amadeirados e delicadas nuances terrosas e minerais.<br> <br>Em boca é amplo e envolvente, de ótimo corpo e estrutura, trazendo taninos aveludados e maduros, finamente equilibrados por uma acidez elegante e bastante salivante. No sabor, tem grande carga de fruta e comprova os descritores aromáticos; o final de boca é extremamente prazeroso e de grande persistência.<br> <br>Um vinho ainda em franca evolução e <strong>deverá melhorar nos próximos 5 anos,</strong> podendo se manter em alto nível até 2040 – obviamente se estocado em condições propícias.<br> <br>São <strong>apenas 30 garrafas</strong> negociadas com <strong>gigantescos 32% de desconto!</strong> Espero que você seja um dos sortudos que conseguirá garantir pelo menos uma garrafa em sua <strong>Adega Virtual ;)</strong></p>
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