Cruz Conde
PX 5 Años Solera 1902
Nossa oferta semanal mantém o foco nos grandes vinhos de sobremesa do mundo!
Desta vez você tem acesso a uma raridade: um delicioso (e sui generis) PX, cuja solera remonta ao longinquo ano de 1902. É a chance de degustar um vinho que contém frações pré 1a. Guerra Mundial!
Se você nunca se deparou com um PX antes, vamos contextualizar: ele é feito na Andaluzia (porção sul da Espanha), mais especificamente na D.O. Montilla-Moriles. Essa é uma região quente e árida, ideal para o cultivo da variedade Pedro Ximénez.
Sua elaboração foge bastante ao tradicional.
A primeira curiosidade é que a variedade Pedro Ximénez é uma uva branca. A cor exótica que apresenta - um mogno escuro - decorre inteiramente do processo de vinificação.
Após a colheita das uvas, os cachos passam pelo "asoleo", um processo no qual os cachos são secados ao sol por aproximadamente 10 dias. Com isso os grãos desidratam, perdendo água e concentrando os açúcares naturais da fruta.
Segue-se então uma fermentação (parcial), que é interrompida pela fortificação a 15% de álcool. O resultado é um vinho mais alcóolico, que ao mesmo tempo retem um nível elevado de açúcar residual.
Após a fermentação, ocorre uma longa maturação oxidativa. Os vinhos vão para as "botas" (barricas de carvalho americano de 300 litros), e envelhecem no sistema de "solera". Nesse sistema, vinhos de safras mais antigas são gradualmente mesclados com os mais novos, garantindo que cada garrafa seja dotada de uma complexidade ímpar.
No caso deste Cruz Conde, a solera original é de 1902. Ou seja, uma parte do que está na garrafa tem mais de 120 anos de idade! Não apenas isso, o blend final amadureceu por no mínimo 5 anos em carvalho.
Nesse período de estágio nas barricas, ocorre uma oxidação lenta e gradual,onde o vinho ganha sua cor escura, e também os aromas complexos que são a marca do estilo.
Ele impressiona já na análise visual.
A cor impenetrável é acompanhada de uma viscosidade fora do comum.
No aroma somos presentados com uma gama complexa de camadas, passando por figo em calda, caramelo, frutos secos, toffee, tamaras, café e alcaçuz.
Na boca a doçura é equilibrada por uma ótima acidez, o que garante que ele não se torne enjoativo. Cremoso ao extremo, traz uma explosão de sabores, que mesclam chocolate, baunilha, nozes e café, com final de longa persistência.
E para harmonizar? Apenas com sobremesa, certo?
Nada disso! Este é um vinho super versátil! Use-o como aperitivo ao lado de queijos azuis (o contraste entre doce e salgado é algo à parte), ou se realmente quiser combiná-lo com doces, é o vinho perfeito para degustar com tudo que tenha chocolate na composição. Se você é daqueles que aprecia um bom charuto, dificilmente encontrará companhia melhor que um PX!
É claro, não é um vinho para abrir e tomar a garrafa inteira em duas ou três pessoas. O ideal é apreciá-lo em doses menores. Mas o bacana é que você pode abrir a garrafa e guardá-lo tranquilamente por uns bons 6 meses na geladeira, sem qualquer prejuízo à degustação.
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