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Adega Camolas Castro de Chibanes  Superior 2019

Adega Camolas Castro de Chibanes Superior 2019

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tinto

Tipo

tinto

Portugal

País

Portugal

Safra

Safra

2019

Teor Alcoólico

Teor

14,5%

Além da vocação para a elaboração de fortificados, a Península de Setúbal produz vinhos finos tintos espetaculares. Rotulados sob a D.O. Palmela (nome do vilarejo vizinho a Setúbal), trazem a tona o melhor da variedade Castelão, que nesta área, demonstra suas melhores características. 

Hoje, Castelão é a uva tinta mais cultivada em terras lusitanas. Muito de seu sucesso deve-se ao pioneirismo de José Maria da Fonseca, que em 1850 lançou o Periquita, primeiro vinho fino engarrafado de Portugal (constituído majoritariamente de Castelão). Produtores de outras regiões, como Tejo e Alentejo, até tentaram repetir o feito de JMF, cultivando a casta sobre um solo calcário, mas não obtiveram tanto êxito quanto. Afinal, a Castelão está para a Palmela, pois tem predileção pelo clima mediterrâneo e, principalmente, pelo solo arenoso e pobre, onde são criadas suas versões de melhor estrutura.

Cientes disso, cada vez mais os produtores da região estão abrindo espaço para os vinhos tintos, e seguindo a tendência, os resultados estão cada vez mais espetaculares. Um deles é a Adega Camolas, que maneja com primor 8 vinhedos, a maioria deles antigos, cultivados em pé franco.

Com suas porções mais nobres elabora o Castro de Chibanes Superior Tinto. Consiste em um blend onde Castelão é majoritária, sendo acrescida de Trincadeira e Alicante Bouschet. Castelão é proveniente da vinha Bem Gordo I, plantada em 1931 em pé franco, cultivada em dry farming com preceitos biológicos. Trincadeira e Alicante Bouschet são provenientes das vinhas Serralheira (plantada em 1971 em pé franco) e Faias (replantada em 2013).

Cada casta é vinificada separadamente, já em contato com carvalho francês, e o corte só é realizado após a malolática.

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Adega De Camolas Castro De Chibanes 2019

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INFORMAÇÕES TÉCNICAS

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Tipo

tinto

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Safra

2019

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Teor Alcoólico

14,5%

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País

Portugal

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Região

Península de Setúbal

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SubRegião

Palmela

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Vinícola

Adega Camolas

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Temperatura de Serviço

16 a 18 °C

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Guarda

2030

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Decanter

15 a 30 minutos

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Maturação

6 meses em carvalho francês e 7 meses em garrafa

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Castas

Castelão, Aragonez e Alicante Bouschet

Vedante

Natural

Natural

Aglomerada

Aglomerada

Twin Top

Twin Top

Silicone

Silicone

Screw Cap

Screw Cap

Champagne

Champagne

Vidro

Vidro

Taça

Bordeaux

Bordeaux

Borgonha

Borgonha

Montrachet

Montrachet

Riesling

Riesling

Flute

Flute

Dessert

Dessert

Análise sensorial

Análise visual
Análise visual
Descrição
rubi
Análise olfativa
Análise olfativa
Intensidade
Baixa

Alta
Evolução
Primário

Terciário
Descrição
repleto de personalidade, o olfato traz a tona muitas frutas vermelhas e negras, tanto maduras quanto em compota, como amora, cereja, framboesa e ameixa; na escolta surgem diferentes especiarias, como o cravo, a canela e o alcaçuz, além de um toffee que incrementa muito bem o conjunto
Análise gustativa
Análise gustativa
Intensidade
Baixa

Alta
Acidez
Baixa

Alta
Tanino
Baixa

Alta
Corpo
Leve

Encorpado
Persistência
Curta

Longa
Descrição
mostra uma estrutura e elegância impecáveis; tudo está muito bem integrado nesse conjunto, com taninos macios, uma acidez que provoca ótima salivação e suporta sua alta carga de frutas; seus 14,5% de álcool passam batidos e o final é um show a parte de tão longo
Culinária Culinária
CarnesCarnes

Suíno

Cordeiro

Gado

Caça

Curada
QueijosQueijos

Médios

Duros
Da terraDa terra

Legumes
AmidosAmidos

Tubérculos
TemperosTemperos

Pimentas
Descrição
charcuteria e queijos maturados, mão-de-vaca portuguesa ou o mocotó no Brasil, arroz de pato e chorizo, costeleta de cordeiro com purê de castanhas, polvo na brasa com musseline de tubérculos defumados

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Vinícola Refugio

LÉGUAS Chardonnay 2023

Quando ingressei no mundo do vinho, em 2004 — numa época em que eu ainda nem carteira de motorista tinha — falava-se em apenas três grandes regiões vitivinícolas brasileiras. Duas décadas depois, esse cenário mudou completamente. Hoje, o Brasil se aproxima de 20 regiões produtoras, cada uma revelando novas identidades, terroirs e estilos de vinho.

Com cultivo de uvas que se estende aproximadamente dos 5° aos 30° de latitude sul, o país abriga três grandes modelos de viticultura: a tradicional, a tropical e a viticultura de inverno. Esta última, desenvolvida principalmente nas regiões de altitude de Minas Gerais, São Paulo e do Cerrado, vem conquistando reconhecimento pela extraordinária qualidade dos vinhos que produz.

O Léguas Chardonnay evidencia o potencial da Cuesta de Botucatu, no interior de São Paulo, para a produção de grandes brancos. Criado pela Vinícola Refúgio, em Bofete, a quase 1.000 metros de altitude, este rótulo nasce do sonho de uma família dedicada a explorar a identidade desse terroir.

O grande diferencial deste vinho está na técnica da dupla poda. Esse manejo separa os ciclos vegetativo e produtivo da videira por meio de uma poda de formação (agosto/setembro) e outra de produção (fevereiro/março), transferindo a colheita para o inverno (julho/agosto). Nessa época, o clima mais seco, as noites frias, os dias ensolarados e a elevada amplitude térmica proporcionam uma maturação mais lenta e completa das uvas, especialmente dos compostos fenólicos, originando os chamados vinhos de inverno, reconhecidos por sua elevada qualidade e pela fiel expressão do terroir.

O nome do vinho homenageia o clássico Vinte Mil Léguas Submarinas, de Jules Verne. Publicado em 1870, o romance acompanha a extraordinária viagem do Capitão Nemo a bordo do Nautilus por oceanos até então desconhecidos. É esse mesmo espírito de exploração que guia a Vinícola Refúgio ao desbravar a Cuesta de Botucatu, apostando em um caminho inovador para a vitivinicultura brasileira.

Assim como a obra literária convida a explorar um universo novo, este branco apresenta uma perspectiva inédita sobre a casta no país.

A vinificação começa com a colheita manual e a criteriosa seleção dos cachos, seguida de uma delicada prensagem das uvas. O mosto é então resfriado a 7 °C para decantação e fermenta lentamente a 15 °C com leveduras selecionadas. Todo o processo é conduzido com o rigor que caracteriza a vinícola, do vinhedo à garrafa.

Na taça mostra excelente intensidade aromática, com um perfil exuberante e franco, marcado por frutas tropicais maduras, que remetem a abacaxi, banana e carambola, além de notas de pera e delicadas nuances cítricas que trazem frescor ao conjunto.

No paladar, revela excelente frescor e equilíbrio. A acidez vibrante sustenta um corpo médio e imprime uma gostosa tensão, enquanto os sabores confirmam as notas de frutas tropicais percebidas no nariz. O final é seco, limpo e de longa persistência. Um deleite!

Grandes vinhos nascem de grandes escolhas. Neste caso, da coragem de produzir menos para entregar mais qualidade. E é exatamente isso que torna esta oferta tão especial: um autêntico vinho de inverno brasileiro, elaborado com uma das técnicas mais exigentes da viticultura mundial, por um preço que convida a brindar. Não deixe essa oportunidade passar!

Fernanda Spinelli
Sommelier Internacional 
WSET 3 em Vinhos / Dip. WSET student
Delegada brasileira na OIV

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